Minas Gerais Ex-advogado de Bruno se recusa a usar máscara e júri é adiado

Ex-advogado de Bruno se recusa a usar máscara e júri é adiado

Ércio Quaresma não cumpriu determinação sanitária imposta pelo Tribunal de Justiça; ele defende homem acusado de matar namorado da ex em 2016

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Advogado atuou na defesa do goleiro Bruno

Advogado atuou na defesa do goleiro Bruno

Reprodução/RecordTV Minas

O advogado Ércio Quaresma, que defende um empresário acusado de matar o namorado da ex-companheira, se recusou a usar máscara durante o julgamento nesta quinta-feira (10). Com isso, o júri foi adiado para novembro. 

Quaresma se tornou conhecido por ter sido um dos advogados de defesa do goleiro Bruno, no processo que acabou condenando o ex-jogador do Flamengo pela morte de Eliza Samudio. 

O júri, marcado para esta quinta-feira (10), foi interrompido depois que o advogado de defesa se recusou a usar máscara na sessão. Essa é uma das medidas instituídas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para a realização de atividades presenciais enquanto durar a pandemia de covid-19. 

Com isso, o juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, decidiu adiar o júri para 17 de novembro. 

Caso

O crime aconteceu em setembro de 2016. Conforme a denúncia do Ministério Público, o empresário e a ex-companheira se separaram após 10 anos de união estável no fim de 2015. Inconformado com o novo relacionamento da ex, o homem decidiu matar o namorado dela. 

O empresário entrou no apartamento da ex-companheira por volta das 4h30, enquanto o casal dormia. A vítima foi pega de surpresa e atingida por um tiro no peito. A ex-companheira do acusado disse que ele manteve a arma apontada para ela o tempo todo e, no fim, atirou contra o namorado. 

A denúncia diz, ainda, que o empresário, por já ter sido síndico do prédio onde vivia a ex, tinha as chaves de acesso ao edifício e conseguiu desligar o circuito de segurança.

Prisão domiciliar

O advogado de defesa Ércio Quaresma ainda pediu que seu cliente fosse levado para o regime domiciliar até a realização da nova sessão. Segundo o defensor, o empresário tem comorbidades e foi transportado da unidade prisional onde estava ao Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, no mesmo veículo que outro réu que havia testado positivo para a covid-19. 

O Ministério Público rebateu o argumento, dizendo que o preso está em acompanhamento médico e está sendo medicado para a hipertensão. O pedido ainda não foi decidido. 

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