Minas Gerais Família pede justiça por jovem que perdeu um olho após tiro de PM

Família pede justiça por jovem que perdeu um olho após tiro de PM

Jovem de 26 anos estava esperando amigo quando foi atingido por bala de borracha; vítima perdeu o olho esquerdo e precisou trancar a faculdade

Familiares de um jovem que perdeu um dos olhos após ser atingido por um disparo feito por um policial militar pedem justiça. O caso aconteceu em novembro de 2019 na cidade de Montes Claros, a 422 km de Belo Horizonte.

Policiais militares haviam sido chamados para dispersar pessoas que estavam bebendo e ouvindo música em uma das principais avenidas de Montes Claros. Durante a ação, os policiais dispararam diversas balas de borracha. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas durante a operação.

Uma dessas pessoas era Miguel Vinícius, de 26 anos. A vítima afirma que estava sentada, aguardando um colega, quando foi atingido por uma bala de borracha.

— Meu amigo trabalhava como caixa, então eu resolvi esperá-lo de fora para não interromper o serviço dele. Uma viatura se aproximou e o policial desceu tranquilamente, mirou e atirou no meu olho.

O disparo atingiu o olho esquerdo do jovem, que estava finalizando o curso de Engenharia Civil na época. Como Vinícius perdeu a visão, ele precisou trancar a faculdade, e, atualmente, está desempregado.

Jovem perdeu o olho esquerdo e teve que trancar o curso

Jovem perdeu o olho esquerdo e teve que trancar o curso

Reprodução / Record TV Minas

Exagero

O advogado da vítima, Ricardo Eustáquio, entende que o jovem precisa ser indenizado. Ele acredita que a ação dos militares tenha sido exagerada e que o disparo no olho do jovem não tem explicação.

— Foi um tiro acima da cintura, que pegou na cabeça dele. Poderia ter sido letal.

A mãe do rapaz, Viviane Gomes, quer que a justiça seja feita e que esse caso não fique impune. Ela alega que o jovem se tornou “rebelde” após perder a visão.

— No momento, eu preciso ficar em casa, sem trabalhar, só para ficar olhando ele. De vez em quando meu filho diz até que quer morrer. Eu quero justiça.

Outro lado

Oito policiais militares envolvidos na ação foram investigados. O caso é analisado tanto na Justiça Militar quanto na Comum. Em nota, a Polícia Militar informou que o inquérito já foi concluído e encaminhado para o setor responsável.

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