Minas Gerais Galinha é intubada para retirada de tumor na pata em Belo Horizonte

Galinha é intubada para retirada de tumor na pata em Belo Horizonte

Caso não passasse pela cirurgia, Clotilde corria o risco de perder uma das patas; procedimento é similar ao realizado em humanos

  • Minas Gerais | Gabriel Rodrigues, da Record TV Minas

Desde o início da pandemia da covid-19, o termo “intubação” apareceu quase diariamente nos noticiários. Apesar de muito usado nos pacientes com a doença, o procedimento também é usado em animais. Em Belo Horizonte, uma galinha precisou ser intubada ao passar por uma cirurgia para retirar um tumor de uma das patas.

A ativista da causa animal Mônica Fernandes Abreu é a dona da galinha Clotilde. Ela conta que descobriu a existência do tumor após perceber que a ave estava mancando.

— Eu vi que nasceu um caroço em uma das patas. O veterinário analisou e disse para esperar, para ver se o caroço crescia.

O tumor foi crescendo cada vez mais e o profissional recomendou uma cirurgia para a retirada do caroço. Caso o procedimento não fosse realizado, o animal correria o risco de ter uma das patas amputada.

De acordo com o médico veterinário Carlos Ventura, o procedimento em animais é realizado de forma similar à intubação em seres humanos. A principal diferença é o volume de oxigênio fornecido ao “paciente” e os equipamentos utilizados. O tubo usado na oxigenação da galinha é o mesmo usado em recém-nascidos, por exemplo.

— A situação mais complicada é na anestesia, já que o animal tem um metabolismo muito acelerado. A nossa margem de erro é quase nula. A dosagem tem que ser muito bem feita.

O animal é anestesiado e, na sequência, o tubo é inserido pela boca. A partir de então, os profissionais podem realizar o procedimento necessário. No caso da Clotilde, a remoção do tumor.

Tumor foi retirado e Clotilde já está em casa

Tumor foi retirado e Clotilde já está em casa

Reprodução / Record TV Minas

Mônica Abreu lembra que acompanhou com nervosismo a cirurgia da galinha. Ela conta que, quando acordou após o procedimento, a galinha cantou bastante, mas se manteve calma. A cirurgia não deixou nenhuma sequela, mas nem tudo voltou ao normal.

— Ela ficou com uma cicatriz na pata, mas está comendo normalmente. A Clotilde ainda não voltou a botar ovos e ela botava bastante, mas o veterinário disse que em breve ela voltará ao normal.

Mônica conta que essa foi a segunda vez que a galinha escapou da morte. A primeira vez foi ainda na casa do primeiro dono, quando a ave quase acabou parando dentro da panela.

— Uma moça, temendo que o avô “almoçasse” a Clotilde, ficou desesperada e me procurou, pedindo para abrigar a galinha e as irmãs dela. Agora todas elas moram aqui comigo.

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