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Governo confirma 2 casos de 'vaca louca' e venda à China é suspensa

Ministério da Agricultura descartou risco para saúde humana e animal e garante que casos em BH e no Mato Grosso são "atípicos"

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmou dois casos de vaca louca em frigoríficos brasileiros. Em nota, a pasta afirmou que tratam-se de casos atípicos identificados em Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte, no Mato Grosso.

O exame positivo para EEB (Encefalopatia Espongiforme Bovina) foi realizado pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em Alberta, no Canadá. 

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Casos são "atípicos", diz Ministério da Agricultura
Casos são "atípicos", diz Ministério da Agricultura

Os dois casos de "mal da vaca louca" atípica foram detectados durante a inspeção "ante-mortem" e tratam-se de "vacas de descarte que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito nos currais". O Ministério descartou risco para a saúde humana e animal em ambos os registros. 

Ainda de acordo com o Mapa, após o resultado positivo para a doença, nesta sexta-feira (3), os órgãos internacionais foram comunicados e a exportação para a China - um dos principais consumidores de carne bovina brasileira - foi suspensa temporariamente a partir deste sábado (4), conforme prevê o protocolo sanitário firmado entre os dois países, até investigação pelas autoridades chinesas. 

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Em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma que a própria OIE excluiu que a ocorrência desses casos vá alterar o status oficial sobre a doença no país. "Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos".

De acordo com o Mapa, os casos confirmados são o 4º e o 5º diagnosticados nos últimos 23 anos. Nesse período de vigilância, o Brasil nunca registrou caso de "mal da vaca louca" clássico. 

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Belo Horizonte

De acordo com o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), o caso do animal encontrado infectado em um frigorífico de Belo Horizonte, é de uma fêmea com 10 anos de idade. O animal, que já estava doente, foi levado para o abate de emergência, onde foi feita a análise de material do Sistema Nervoso Central. 

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Essa é a principal forma de vigilância para a doença, exigida dos frigoríficos com inspeção federal e estadual de forma rotineira.

Ainda segundo o IMA, a propriedade de origem do animal foi interditada em meio às investigações. 

O que é o Mal da Vaca Louca?

A Encefalopatia Espongiforme Bovina surgiu na década de 1980 na Europa como uma nova doença nos rebanhos bovinos. A enfermidade é degenerativa, crônica e fatal e afeta o Sistema Nervoso Central dos animais. Há duas formas da doença da Vaca Louca: atípica e clássica.

Atípica: não tem relação com o consumo de alimento proibido e ocorre de forma espontânea e isolada em bovinos, acometendo principalmente bovinos com idade superior a oito anos.

Clássica: a forma clássica é provocada pela forma infectante de uma proteína encontrada nos restos mortais de bovinos que manifestaram a doença. Nesse caso, a contaminação em outros animais se dá por meio do consumo de alimento contendo proteína e gordura de origem animal, como farinha de ossos, carnes e carcaças. Essa prática é proibida na alimentação tanto de outros bovinos, como de bubalinos, caprinos e ovinos.

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