Minas Gerais Governo de MG ainda não tem previsão para regularizar salário 

Governo de MG ainda não tem previsão para regularizar salário 

Governador Romeu Zema e equipe econômica avaliam que conseguiram bons resultados na gestão, mas ainda enfrentam dificuldades financeiras

Salários de servidores ainda não estão normalizados

Salários de servidores ainda não estão normalizados

Gil Leonardi, Governo de Minas

O Governo de Minas Gerais ainda não sabe quando será possível normalizar o pagamento dos salários dos servidores do Estado, que tem sido feito em dois repasses mensais.

A informação foi divulgada durante uma coletiva do governador Romeu Zema (Novo) e sua equipe econômica para fazer um balanço das ações executadas nos dois primeiros anos da gestão.

O parcelamento dos vencimentos do funcionalismo foi herdado do governo de Fernando Pimentel (PT). Apesar de ainda não ter conseguido normalizar a situação, o governador destacou que tem conseguido fazer os pagamentos nas datas prometidas, o que nem sempre ocorria na gestão passada.

Os gastos com pessoal também estão no alerta da gestão Zema no que toca o volume de dinheiro destinado à área, que segue acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Ainda em relação aos gastos com pessoal, o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, destacou que a equipe econômica tem se empenhado desde 2019, quando o partido Novo assumiu o governo, para corrigir a situação.

Segundo Barbosa, no início da atual gestão, o gasto com pessoal comprometia 66,65% da RCL (Receita Corrente Líquida), enquanto o permitido é de 49%. A margem gasta atualmente está em 55,33%.

— Ainda estamos acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é 49% para o Poder Executivo. Mas, claramente, estamos em uma situação bem melhor do que estávamos no passado.

Economia

Zema disse que a reforma da Previdência aprovada neste ano na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) vai ajudar o caixa do governo. A economia esperada é de R$ 20,6 bilhões para 10 anos, sendo R$ 1,1 bilhão já em 2021. O governador avaliou, no entanto, que caso o texto aprovado fosse como o sugerido por ele, a abrangência seria maior.

— Em Minas um dos pontos que eu falo que não poderíamos ter deixado de incluir é uma correção automática do tempo de contribuição de acordo com a expectativa de vida. Se daqui há dez anos nós estaremos vivendo mais, por que ter outra reforma gerando desgaste e não deixar tudo automático?

Agora, o governador defende a aprovação de outras reformas, como as administrativa e tributária, para ajudar o Estado a se recuperar da crise econômica que enfrenta.

Zema destacou, ainda, que conseguiu economizar reduzindo o número de secretarias de 21 para 12 e os gastos com a frota de aeronaves do governo.

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