Minas Gerais Grupo denuncia ser vítima de cárcere e exploração sexual em BH

Grupo denuncia ser vítima de cárcere e exploração sexual em BH

Polícia Civil resgatou três mulheres e um homem que afirmam terem sido aliciados para prostituição no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste

  • Minas Gerais | Virgínia Nalon, da Record TV Minas

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) resgatou três mulheres e um homem suspeitos de serem vítimas de exploração sexual e cárcere privado. Eles foram encontrados em uma casa no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Uma equipe da Puma (Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio) passava pelas ruas da região quando foi parada por uma moradora, que afirmou ter ouvido gritos de socorro no imóvel. Logo que os investigadores chamaram no interfone, as vítimas desceram até a portaria.

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Aos policiais, elas afirmaram que chegaram em Belo Horizonte há cerca de um mês. Duas mulheres são do Rio de Janeiro, uma de São Paulo, enquanto o homem veio do Paraná. As vítimas contaram que haviam sido aliciadas por outras garotas de programa, que disseram que eles teriam uma "vida boa" na capital mineira, com um salário fixo de R$ 10 mil.

Vítimas estavam em uma casa no bairro Padre Eustáquio

Vítimas estavam em uma casa no bairro Padre Eustáquio

Reprodução / Record TV Minas

Segundo o grupo, as promessas nunca foram cumpridas. As vítimas tinham uma agenda rigorosa, sendo obrigadas a fazer 10 programas sexuais por dia. Além disso, elas tinham uma rotina extremamente rigorosa, com horários definidos para acordar e dormir. Uma das mulheres alegou que já teria produzido R$ 30 mil em um mês, mas nunca recebeu o dinheiro, já que o suspeito de aliciar o grupo ficava com todo o lucro e ameaçava as vítimas de morte caso elas se recusassem a trabalhar.

De acordo com a PCMG, os programas sexuais eram anunciados em sites eróticos e o fluxo de pessoas no prédio era grande, até mesmo de madrugada. Tudo era controlado pelo aliciador, que instalou câmeras de segurança para vigiar o grupo. O suspeito já foi identificado e pode ser preso no decorrer das investigações, que serão realizadas pela Delegacia de Mulheres.

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