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Grupo faz "escracho" na porta da casa de coronel apontado como torturador em BH

Processos apontam que Pedro Ivo Vasconcelos usava choques em presos políticos

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Grupo defende revisão da Lei de Anistia. que impede punições a torturadores do regime militar
Grupo defende revisão da Lei de Anistia. que impede punições a torturadores do regime militar

Um protesto na manhã desta terça-feira (1º) reuniu 30 pessoas na porta do prédio onde mora um coronel aposentado apontado como torturador de pelo menos oito presos políticos durante a ditadura militar. Às 7h, integrantes do Levante Popular da Juventude ocuparam a calçada do prédio, que fica na rua Via Láctea, no bairro Santa Lúcia, região centro-sul de BH, para participar do escracho.

Com megafone, tambores e palavras de ordem, o grupo de esquerda denunciou ações do coronel da Polícia Militar Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos. Eles abriram uma faixa na rua rua que dizia: "Aqui mora Pedro Ivo Vasconcelos. Torturador na Ditadura Militar". A ação faz parte de uma série de escrachos ocorridos em todo o Brasil neste 1º de abil, dia em que o golpe militar completa 50 anos. O grupo defende a revisão da Lei de Anistia, de 1979, que impediu punições a agentes do Estado acusados de tortura e mortes de opositores do regime.


O coronel aposentado não foi localizado pela reportagem do R7.

Choques e queimaduras


De acordo com arquivos do projeto "Brasil: Nunca Mais", Vasconcelos teria torturado militantes presos no Dops (Delegacia de Ordem Política e Social), na Colônia Penal Magalhães Pinto e na Infantaria Divisonária da 4º Região, em Belo Horizonte.

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Uma das vítimas teria sido o médico Herculano Mourão Salazar, torturado no Dops em 1970, aos 23 anos. Segundo o processo, Salazar disse que foi torturado pelo então capitão Pedro Ivo, pelo sargento Leo Machado e pelo tenente Marcelo da Paixão, tendo sofrido "choques elétricos nos pés, órgãos genitais, queimaduras com pontas de cigarros, ataques morais à sua família a ponto de colocar a mãe do interrogado como sua própria amante, torturas que levaram o interrogado a assinar qualquer papel que lhe era dado".

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