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Hackers e liberação de presos: como funcionava o esquema da quadrilha em Minas Gerais

Polícia Civil informou que prendeu um dos maiores hackers do Brasil

Minas Gerais|Túlio Lopes, do R7, em Belo Horizonte

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Hackers facilitaram fugas de detentos em presídios de Minas Gerais em 2025.
  • Quadrilha fraudou sistema de Justiça para gerar alvarás de soltura e liberar veículos.
  • Ricardo Lopes de Araújo, conhecido como "Dom", foi preso e acusado de liderar o esquema.
  • Três dos quatro fugitivos já foram recapturados, e investigações continuam para identificar falhas no sistema judicial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Suspeito foi preso pela Polícia Civil no RJ Reprodução/ Record Minas

Foi por meio de ações de hackers que alguns detentos conseguiram fugir em presídios de Minas Gerais em 2025. Desde então, a Polícia Civil conseguiu identificar parte de integrantes de uma quadrilha, que passou a ser investigada por fraudar o sistema do poder Judiciário.

Liberação de presos

De acordo com as investigações, os suspeitos acessavam de forma ilegal o sistema de Justiça para fraudar documentos como como alvarás de soltura, liberações de veículos e registros financeiros, utilizando dados falsos em nome de magistrados.


Prisão dos suspeitos

Segundo a Polícia Civil, o chefe da quadrilha de hackers, Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, conhecido como “Dom”, foi preso nesta semana. Ele,estava foragido desde o dia 20 dezembro, quando deixou um presídio da capital mineira usando um alvará de soltura fraudado. Anteriormente, no dia 10 de dezembro, ele tinha sido preso em uma operação em Sete Lagoas, na região Central de Minas, que desarticulou uma quadrilha especializada em crimes cibernéticos.

Segundo o delegado Marcus Vinícius Vieira, Ricardo é “um dos maiores hackers de Minas e do Brasil” a ponto de “fraudar o sistema do poder judiciário”.


De dentro da cadeia, Ricardo teria intruído para que os demais envolvidos no esquema criminoso fraudessem o documento de alvará de soltura. Quando foi preso, Dom estava em um apartamento no bairro Maracanã. A ação foi realizada de forma conjunta pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Poder Judiciário. Um comparsa que também estava foragido foi preso no mesmo local.

Esse comparsa de Ricardo é apontado como responsável por lavar o dinheiro obtido com as fraudes.


Procurado pela Polícia

Dos quatro presos que haviam fugido em dezembro com o uso de alvarás fraudulentos, três já foram recapturados. Wanderson Henrique Lucena Salomão, de 32 anos, se entregou ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa em Belo Horizonte nesta semana.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento, com foco em identificar como os hackers tiveram acesso a credenciais reais de servidores do Judiciário mineiro.


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que instaurou procedimentos internos para apurar falhas e reforçar os sistemas de segurança.

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