Homem conhecido como “sicário” de Daniel Vorcaro será enterrado neste domingo em BH
Óbito foi confirmado nesta sexta-feira (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado pela equipe médica
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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O corpo de Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, será velado neste domingo (8), a partir das 11h30, em Belo Horizonte. A cerimônia acontee na Avenida do Contorno, nº 8657, no bairro Gutierrez. O enterro está marcado para as 14h30, no Cemitério do Bonfim.
Luiz Phillipi foi um dos presos durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (4). Ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, no mesmo dia em que foi detido.
Segundo a defesa, o óbito foi confirmado às 18h55 de sexta-feira (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado pela equipe médica ainda pela manhã. Após a confirmação, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para realização de exames e procedimentos legais. A liberação para a família ocorreu por volta das 15h de sábado (7).
Em nota, a Polícia Federal informou que policiais que estavam no local prestaram socorro imediato ao preso, iniciando manobras de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O custodiado foi levado a uma unidade hospitalar para avaliação médica. A corporação também comunicou o caso ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal (STF) e informou que abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido. Os registros de vídeo da unidade serão encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação.
Luiz Phillipi Mourão ficou conhecido nas investigações como o “Sicário” do empresário e banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que ele integraria uma estrutura de intimidação privada ligada ao empresário.
As investigações também apontam que o grupo teria acesso a dados sensíveis em sistemas restritos do governo e até de organizações estrangeiras, além de praticar ações de intimidação e perseguição contra funcionários e jornalistas.
Horas após a prisão de Mourão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um veículo de luxo pertencente a ele na BR-381, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O utilitário, uma Range Rover blindada avaliada em mais de R$ 700 mil, era ocupado por um casal que seguia de Belo Horizonte para São Paulo. Durante a abordagem, os ocupantes informaram que o carro pertencia a um amigo.
Os policiais identificaram que o veículo tinha restrição de circulação determinada pelo STF e também apresentava irregularidades no licenciamento. O carro foi apreendido e encaminhado à Justiça. Nenhum material ilícito foi encontrado com o casal, que também não possuía mandados de prisão em aberto.
A Operação Compliance Zero investiga a atuação de um suposto esquema de espionagem, intimidação e acesso ilegal a informações sensíveis. A investigação segue em andamento.
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