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Homem que jogou enteado de prédio em MG é condenado a mais de 21 anos de prisão

Ao descer até o pátio do condomínio, a mãe afirmou que o menino relatou ter sido jogado pelo padrasto

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Eduardo Henrique Portilho foi condenado a 21 anos e 4 meses de prisão por homicídio tentado qualificado.
  • Ele jogou seu enteado de 4 anos do quinto andar de um prédio em Patos de Minas em maio de 2025.
  • A criança sobreviveu à queda e relatou que foi jogada pelo padrasto, apesar da versão de acidente apresentada por Eduardo.
  • O julgamento considerou a intenção de matar, e a defesa tem o direito de recorrer da decisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Criança sobreviveu à queda e sofreu apenas ferimentos leves Reprodução/Record Minas

A Justiça condenou Eduardo Henrique Portilho a 21 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de homicídio tentado qualificado contra o próprio enteado, uma criança de 4 anos, jogada do quinto andar de um prédio em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, no dia 10 de maio de 2025. O julgamento ocorreu na manhã da última sexta-feira (23)

Segundo a denúncia, Eduardo arremessou o menino de uma altura aproximada de 15 metros. Apesar da gravidade da ação, a criança sobreviveu à queda e sofreu apenas ferimentos leves.


Segundo o relato da mãe da criança, o padrasto havia dado banho no menino e os dois brincavam na sala do apartamento enquanto ela tomava banho. Ainda no banheiro, a mulher contou ter ouvido o filho gritar: “Não, mano, não, mano!”. Logo depois, foi chamada por Eduardo, que disse que a criança havia caído.

Ao descer até o pátio do condomínio, a mãe afirmou que o menino relatou ter sido jogado pelo padrasto. Testemunhas ouvidas pela polícia disseram ter escutado uma discussão momentos antes da queda, seguida do barulho do impacto e de gritos. Uma vizinha relatou ainda ter visto o homem segurando a criança pelo braço antes de soltá-la.


Após o crime, Eduardo tentou fugir, mas foi contido na portaria do condomínio até a chegada da polícia. À época da prisão, ele alegou que brincava com a criança próximo à janela, mostrando a vista do apartamento, e que a queda teria sido acidental.

A versão apresentada pela defesa, no entanto, não convenceu o Tribunal do Júri, que entendeu que houve intenção de matar. Eduardo foi condenado por homicídio tentado qualificado, caracterizado quando o autor inicia a execução do crime, mas não o consuma por circunstâncias alheias à sua vontade, com agravantes como motivo torpe.


Da decisão, cabe recurso por parte da defesa.

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