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IML não vê sinal de doença em garoto morto em extração dentária

Peritos vão tentar acesso a amostras de sangue da vítima com hospital de Igarapé (MG) para concluir os laudos

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Mãe não tinha dinheiro para pagar canal do filho
Mãe não tinha dinheiro para pagar canal do filho

A Polícia Civil informou, nesta quarta-feira (22), que, inicialmente, não identificou sinais de que o menino de 10 anos morto após extração de dente teria hemofilia, que são doenças que dificultam a coagulação do sangue - uma das primeiras hipóteses levantadas para justificar a hemorragia.

De acordo com o delegado Felipe Fonseca, o médico-legista responsável pelo caso ocorrido em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, não identificou em Antony Bernardo da Silva Souza sinais físicos que caracterizam os distúrbios.


"São características como alterações na formação das articulações, da cartilagem e do baço", detalha o delegado.

Fonseca, no entanto, afirma que ainda não é possível bater o martelo sobre o histórico de saúde do garoto. Como o corpo chegou ao IML (Instituto Médico-Legal) sem sangue, os peritos vão acionar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que socorreu a criança para saber se foi coletada alguma amostra sanguínea que pode ser analisada e, assim, ser concluída a investigação relacionada à hemofilia.


"O IML também não viu na cavidade bucal da vítima lesões ou intervenções externas que motivassem, por si só, a hemorragia em grande fluxo", acrescenta o delegado responsável pela investigação.

A perícia também conseguiu esclarecer que Antony Bernardo chegou ao hospital ainda com vida. Ainda não foi confirmado, no entanto, o tempo que passou entre o início da hemorragia, na clínica odontológica, até a chegada da ambulância acionada pelos dentistas.


"Estamos fazendo todos os passos para buscar algo técnico para entender onde e se houve falha", pontua Fonseca.

Ambulância sem oxigênio


Após o óbito, ocorrido na última segunda-feira (20), testemunhas relataram que a ambulância que socorreu a criança estaria sem oxigênio.

Raphael Castro Mota, diretor do CRO-MG (Conselho Regional de Odontologia), disse ao R7 que um dos dentistas teria ido no veículo fazendo massagem cardíaca e manobras de respiração para suprir a falta do equipamento. A prefeitura de Igarapé, no entanto, nega as acusações e garante que o veículo estava equipado.

O delegado Felipe Fonseca não quis comentar sobre as informações divergentes até que todos os pontos sejam esclarecidos. O caso segue em investigação tanto pelo CRO-MG, quanto pela Polícia Civil. A corporação deve ouvir, nos próximos dias, os dentistas e funcionários da clínica onde ocorreu a cirurgia. Alguns deles, assim como parentes, já prestaram depoimentos.

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