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Joalheria de luxo de BH já foi alvo de ladrões ao menos outras 5 vezes

Levantamento aponta crimes de furto e roubo, inclusive à mão armada, nas unidades da marca na capital mineira

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, e Gledson Leão, da Record TV Minas

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Ladrões levaram 13 relógios de luxo em assalto
Ladrões levaram 13 relógios de luxo em assalto

Lojas da joalheria de luxo de onde criminosos roubaram 13 relógios no último fim de semana, no BH Shopping, na região centro-sul da capital mineira, já foram alvo de ladrões ao menos outras cinco vezes nos últimos 14 anos.

O levantamento realizado pela reportagem mostra que o último roubo não foi o único com uso de arma de fogo e ameaça. Em 2009, dois homens armados assaltaram a unidade do Shopping Del Rey, no bairro Caiçara, na região noroeste da cidade. A mesma loja também esteve na mira de ladrões em ao menos outras duas ocasiões.


A lista também registra crimes na loja da Manoel Bernardes na avenida do Contorno e na própria unidade do BH Shopping.

A joalheria, criada em 1944, é uma das mais tradicionais de Belo Horizonte, e tem o título de distribuídora oficial da marca de relógios Rolex. As peças roubadas custam entre R$ 40 mil e R$ 300 mil, cada.


Dados da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) apontam que, entre 2018 e 2021, foram registradas em Belo Horizonte sete ocorrências de roubo de bens e valores em joalherias. Em todo Estado, foram 140 casos do tipo no mesmo período.

De acordo com a assessoria da Manoel Bernardes, a unidade do BH Shopping reabriu as portas normalmente nesta segunda-feira (10). Embora o centro de compras tenha funcionado no Dia das Mães, a loja não abriu as portas na data comemorativa.


"A loja já possui um protocolo rígido de segurança. Além destes, também estamos seguindo todas as recomendações fornecidas pela polícia e também pelo BH Shopping", destacou a equipe sobre o esquema de segurança do retorno. Até o momento, nenhum dos nove possíveis envolvidos no caso foram presos.

Avaliação


Edson Pinto Neto, presidente do Sindesp-MG (Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Minas Gerais) faz ponderações sobre as medidas de segurança dos shopping centers. Questionado sobre a possibilidade de armar os seguranças, o especialista ponderou pontos positivos e contrários ao tema.

"Não usar arma nos shoppings é uma decisão que visa não coagir os clientes. É melhor ter seguranças desarmados que usem de outros meios criativos para resolver os problemas do que ter um armado em meio a um local onde passam milhares de pessoas diariamente. Mas na minha visão, o armamento deveria ser avaliado, ao menos, na área externa para coibir a crinalidade", avalia.

Sem especificar a situação do shopping alvo do assalto, Edilson Silva, presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais, afirma que houve uma redução no número de vigilantes nos centros comerciais nos últimos cinco anos.

"A violência aumenta e o número de vigilantes diminui. É claro que em um caso como esse, de crime organizado, o segurança fica impotente, mas em pequenos furtos é o vigilante que consegue prestar o primeiro embate", explica.

Por meio de nota, a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) disse que “atua em conjunto com autoridades competentes da segurança pública no combate à criminalidade e garantia do bem-estar e da ordem em todos os empreendimentos associados à entidade”. Ainda segundo o comunicado, a instituição informou que conta com um Comitê de Segurança especializado na proteção de shoppings.

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