Minas Gerais Justiça condena a 41 anos de prisão homem que matou mulher e filho

Justiça condena a 41 anos de prisão homem que matou mulher e filho

Condenado ficará preso enquanto recorre da decisão; vítimas saiam de uma academia em BH quando foram mortas em 2019

  • Minas Gerais | Antonio Paulo, da Record TV Minas

Reprodução / Record TV Minas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou a 41 anos e quatro meses de prisão Paulo Henrique Rocha, de 35 anos. A condenação aconteceu nesta quarta-feira (23) no segundo tribunal do Juri no Fórum Lafayete.

Paulo era acusado de matar a ex-companheira, Tereza Cristina Peres, de 44 anos, e o filho dela Gabriel Peres Mendes, de 22, enquanto ambos voltavam da academia. O crime aconteceu em julho de 2019 no bairro Ipiranga, na região Nordeste da capital. O crime foi registrado por câmeras de segurança.

O juri formado por quatro mulheres e três homens acatou o pedido do Ministério Público e decidiu pela condenação do réu. Paulo Henrique Rocha foi condenado por homicídio triplamente qualificado pela morte Tereza Cristina Peres; e homicídio duplamente pela morte do filho dela, totalizando os 41 anos e quatro meses em regime fechado. O condenado já estava preso e vai permanecer no sistema prisional para o cumprimento da pena.

O crime

A fisiculturista Tereza Cristina Peres, de 44 anos, e o filho, Gabriel Peres Mendes, de 22 anos, foram mortos na noite do dia 29 de julho de 2019. A mulher voltava da academia, no bairro Ipiranga, na região Nordeste da capital mineira, quando foi surpreendida por Paulo Henrique da Rocha, que disparou várias vezes contra mãe e filho.

Tereza já havia registrado sete boletins de ocorrência contra o ex-companheiro. Cinco meses antes de ser morta, a fisiculturista havia denunciado o ex-companheiro em entrevista ao jornalismo da Record TV Minas.

Tereza era agente de saúde e fisiculturista. Gabriel, filho único dela, era formado em direito. O jovem havia passado no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e estava se preparando para o concurso de delegado de polícia.

Solto por engano

No dia 23 de agosto de 2021, uma semana antes do júri, Paulo Henrique da Rocha foi solto por engano do presídio em que estava, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A soltura dele não tinha relação com esse crime, mas com um outro, cometido em Neves. O acusado não poderia ter sido liberado, já que ele estava preso preventivamente pela morte da fisiculturista e do filho dela.

A família de Tereza ficou sabendo da liberação do suspeito e denunciou o caso. Os parentes das vítimas temiam que, com a soltura de Rocha, as mortes da fisiculturista e do jovem acabassem ficando impunes. No sábado (28), Paulo Henrique se entregou e voltou para a cadeia.

Na época a Sejusp emitiu nota dizendo que a soltura de detentos é determinada pelo Poder Judiciário, sendo que o Depen (Departamento Penitenciário de Minas Gerais) apenas cumpre as ordens. Ainda de acordo com a pasta, não constava nenhum mandado de prisão em aberto no sistema no momento da soltura.

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