Logo R7.com
RecordPlus

Justiça mantém negativa de exame de sanidade em caso de mãe acusada de matar cinco filhos em MG

Defesa alegou distúrbios mentais, mas ausência de laudos técnicos levou ao indeferimento do pedido

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

  • Google News
Giselle foi localizada e presa em Portugal em 2025, após ser incluída na lista de difusão vermelha da Interpol Redes Sociais/Reprodução

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça de Minas Gerais rejeitou o pedido da defesa para instaurar incidente de insanidade mental em caso de mãe acusada de matar cinco filhos.
  • A defesa alegou distúrbios mentais, mas não apresentou laudos ou documentos médicos que comprovassem a alegação.
  • A juíza destacou que os vídeos e a falta de diligência da defesa não indicam comprometimento mental da acusada.
  • A mulher, Gissele Rosângela de Oliveira, foi presa em Portugal e o processo segue normalmente, com a próxima audiência marcada para o dia 8 de maio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Justiça de Minas Gerais, negou o pedido da defesa para instauração de incidente de insanidade mental no processo em que Gissele Rosângela de Oliveira é ré por homicídio qualificado, no caso que apura a morte de cinco filhos em Timóteo, no Vale do Aço, a 202 km de Belo Horizonte. A decisão foi tomada inicialmente pela comarca local e mantida pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O recurso ainda deve ser analisado pelo plenário do colegiado.

No pedido, a defesa argumentou que a acusada apresentaria sinais de distúrbios mentais, como fala desconexa, comportamento dissociativo e episódios persecutórios, além de possível histórico familiar de transtornos psiquiátricos. Também foi solicitada a obtenção de registros médicos junto ao município de Timóteo.


Ao analisar o caso, a magistrada destacou que a instauração do incidente de insanidade mental é uma medida excepcional, que exige a existência de dúvida concreta e comprovada sobre a capacidade de entendimento do acusado. Segundo a decisão, não há nos autos documentos médicos, laudos ou qualquer elemento técnico que sustente a alegação da defesa.

A juíza também apontou que os vídeos apresentados não demonstram indícios mínimos de comprometimento mental e ressaltou que a defesa não comprovou ter buscado, por meios próprios, os registros médicos solicitados. “Não compete ao Judiciário assumir diligência investigativa substitutiva da atuação da parte”, diz trecho da decisão.


Com o indeferimento, a ação penal segue normalmente. A Justiça entendeu haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, afastando a possibilidade de absolvição sumária.

A primeira audiência de instrução foi realizada no dia 25 de março, quando seis testemunhas de acusação foram ouvidas. A continuidade está marcada para o dia 8 de maio, quando novas testemunhas devem prestar depoimento e a ré poderá ser interrogada.


As investigações apontam que, entre 2008 e 2023, a mulher teria administrado substâncias sedativas aos filhos, que tinham entre 10 meses e 3 anos, provocando complicações que levaram às mortes. Inicialmente tratadas como naturais, as ocorrências passaram a ser investigadas após suspeitas levantadas por familiares.

Giselle foi localizada e presa em Portugal em 2025, após ser incluída na lista de difusão vermelha da Interpol. Ela foi extraditada ao Brasil e permanece à disposição da Justiça.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.