Justiça mantém prisão temporária de síndico e filho investigados pela morte de corretora em Goiás
Daiane Souza, de 43 anos, foi encontrada morta após desaparecer por 43 dias; síndico do prédio em que morava confessou o crime
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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A Justiça de Goiás manteve, nesta quarta-feira (29), as prisões temporárias do síndico Cléber Rosa de Oliveira e de seu filho Maicon Douglas Souza de Oliveira, investigados pela morte da corretora de imóveis mineira Daiane Alves Souza, em Caldas Novas, no sul do estado. As decisões foram tomadas durante audiências de custódia realizadas de forma virtual pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Caldas Novas.
As audiências ocorreram por videoconferência e foram conduzidas pela juíza Vaneska da Silva Baruki, com a presença do Ministério Público e dos advogados dos investigados. Nos dois casos, a magistrada ratificou o cumprimento dos mandados de prisão temporária, expedidos no âmbito do inquérito que apura o homicídio da corretora.
Segundo os termos judiciais, tanto Cléber quanto Maicon passaram por exame de integridade física, que não constatou sinais de agressões ou maus-tratos. Durante as audiências, ambos foram informados sobre seus direitos legais, incluindo o direito de permanecer em silêncio.
O Ministério Público se manifestou favorável às prisões temporárias. As defesas não se opuseram à ratificação das ordens judiciais e solicitaram acesso integral aos autos da investigação. No caso de Cléber Rosa de Oliveira, a defesa também pediu que o processo tramitasse sob segredo de Justiça, com o argumento de preservar a segurança do investigado e de sua família. Esse pedido ainda será analisado no processo principal.
A juíza destacou que não houve qualquer ilegalidade na execução das prisões e determinou que as decisões das audiências de custódia sejam juntadas aos autos do procedimento que apura o crime.
Cléber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas Souza de Oliveira seguem presos à disposição da Justiça. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que apura as circunstâncias da morte de Daiane Alves Souza e a participação dos investigados no crime.
Entenda o caso
A corretora Daiane Souza, de 43 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira (28), após desaparecer do prédio onde morava, em Caldas Novas, Goiás, por 43 dias.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro, quando foi ao subsolo do prédio onde morava para ver se havia algo de errado com o fornecimento de energia para o apartamento onde morava.
O síndico do prédio onde Daiane morava, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso, suspeito de envolvimento na morte, junto com o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, acusado de obstrução de justiça.
Segundo familiares de Daiane, ela mantinha um histórico de conflitos com o síndico do condomínio onde morava. A família possui seis apartamentos no condomínio: dois deles eram usados pela própria Daiane e pela mãe, enquanto os outros quatro eram disponibilizados para locação. Desde o ano passado,Daiane movia uma ação judicial contra o condomínio.
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