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Justiça mineira nega exumação de restos mortais do motorista de JK

Em 1996, perito achou objeto de metal na cabeça do funcionário, que pode ser de projétil

Minas Gerais|Do R7

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Pedido de exumação foi feito pela Comissão da Verdade de São Paulo
Pedido de exumação foi feito pela Comissão da Verdade de São Paulo

Em decisão publicada nessa terça-feira (30), a Justiça mineira negou o pedido de exumação do corpo de Geraldo Ribeiro, motorista do ex-presidente Juscelino Kubitschek no momento do acidente que o matou, em 22 de agosto de 1976. Mas, como a ação tramita na Primeira Instância, ainda cabe recurso.

A solicitação foi feita pela Câmara Municipal de São Paulo, em ação ajuizada a pedido da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, e pretendia investigar a suspeita de que o funcionário tivesse sido atingido com um tiro na cabeça no dia do acidente. 


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Essa hipótese foi levantada durante o depoimento de um perito que acompanhou a exumação do corpo realizada em 1996 ter afirmado que viu um buraco de bala na cabeça do motorista. Se confirmada, essa versão alteraria a causa da morte de JK, que não seria mais o acidente na Via Dutra e sim o homicídio do motorista do veículo que transportava o político.

No entanto, o juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 4ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal considerou que houve uma investigação de várias instituições do país sobre o tema e que, por isso, não havia razões para atender ao pedido. 


— Se os fatos alegados pela requerente estivessem de acordo com a realidade, estaríamos diante da maior conspiração existente na história deste País para matar um Presidente da República e seu motorista, e para acobertar os autores do crime.

Ainda de acordo com o magistrado, as incongruências apontadas pela Comissão Municipal Vladimir Herzog contrariam as próprias provas juntadas ao pedido judicial de exumação e que as conclusões obtidas pela investigação oficial e pelo relatório final da Comissão Nacional da Verdade são suficientes. 

Por isso, ele indeferiu o pedido e justificou sua decisão dizendo que a medida judicial não teria utilidade prática e que não há nenhum fato novo que justifique outra perícia nos restos mortais do motorista de JK. Ele ressaltou também que a autorização judicial requerida só causaria mais dor e sofrimento para os familiares de Ribeiro, que inclusive se manifestaram contrariamente à exumação.

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