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Justiça realiza primeira audiência sobre morte de mulher trans espancada em BH; relembre o caso

Durante a audiência, devem ser ouvidos o pai da vítima, além de testemunhas de acusação e de defesa

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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Alice foi brutalmente agredida pelos suspeitos e sofreu vários ferimentos; ela morreu 17 dias depois do crime
Alice foi brutalmente agredida pelos suspeitos e sofreu vários ferimentos; ela morreu 17 dias depois do crime

A Justiça de Minas Gerais realiza, nesta terça-feira (10), às 13h30, a audiência de instrução e julgamento do caso de Alice Martins Alves, mulher trans que morreu após ser espancada por funcionários do estabelecimento Rei do Pastel, em Belo Horizonte, na noite de 23 de outubro de 2025.

A sessão será realizada no Fórum Lafayette. Durante a audiência, devem ser ouvidos o pai da vítima, além de testemunhas de acusação e de defesa. Na sequência, está previsto o interrogatório dos dois réus acusados de envolvimento no crime.


Essa etapa do processo é considerada fundamental para a produção de provas. A partir dos depoimentos e dos interrogatórios, a Justiça irá analisar os elementos apresentados no caso.

Alice Martins Alves foi espancada por funcionários do estabelecimento e não resistiu aos ferimentos. O caso gerou grande repercussão e mobilização de familiares e de movimentos em defesa dos direitos da população LGBTQIA+.


Segundo o advogado da família da vítima, Tiago Lenoir, a expectativa é que a audiência ajude a esclarecer as circunstâncias do crime e avance no processo de responsabilização dos acusados.

Após essa fase, caberá à Justiça decidir se os réus irão a julgamento pelo Tribunal do Júri.


Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 23 de outubro, em um bar na região da Savassi, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, dois garçons do estabelecimento agrediram Alice por causa de uma dívida de R$22.

A vítima foi violentamente espancada e sofreu fraturas no nariz e nas costelas, além de perfuração no intestino. Um motociclista que passava pelo local interveio e acionou a polícia. Alice permaneceu internada por mais de duas semanas em um hospital de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos.


Um laudo divulgado pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Alice foi vítima de uma infecção gravíssima no organismo, chamada de choque séptico, causada por perfurações internas no abdômen. Segundo laudo, as perfurações aconteceram após agressões físicas graves, que atingiram o tórax (peito) e o abdômen (barriga). Alice teve costelas fraturadas e sofreu ferimentos internos que acabaram rompendo órgãos, liberando ar e líquidos dentro da cavidade abdominal.

O garçom Arthur Caíque foi preso, em dezembro, em Belo Horizonte acusado da morte de Alice. A prisão ocorreu na casa da avó do suspeito no bairro Penha. Na ocasião, a defesa de Arthur afirmou que ele é inocente e questionou as evidências apresentadas.

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