Lama retirada de ruas pela Samarco volta a contaminar rio
Resíduo foi depositado às margens de rio e tem sido "empurrado" pela chuva em Barra Longa
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

A lama da barragem de Fundão, que se rompeu no dia 5 de novembro em Mariana, na região central de Minas Gerais, ainda ameaça o rio do Carmo, na altura do município de Barra Longa, um dos mais atingidos pela tragédia. O curso d'água é um dos afluentes do rio Doce que foi devastado pelos rejeitos de mineração.
Até agora, 20 mil toneladas de lama foram retiradas das ruas da cidade. Só que a Samarco, mineradora responsável pela barragem que se rompeu, tem depositado todo esse material ao lado do rio do Carmo. Com as fortes chuvas registradas nos últimos dias, a lama está aos poucos voltando ao curso d'água.
Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7
Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play
Lama na superfície é maior que no fundo do oceano no Espírito Santo
MP confirma metais e "recomenda cuidado" com lama do rio Doce
Dessa forma, o rio será novamente contaminado de forma lenta e perigosa e, de acordo com o biólogo Ricardo Motta, isso poderá voltar a causar problemas à população que depende do rio do Carmo.
— Há um risco de que a lama depositada muito próxima volte ao rio causando mais problemas. Eu quero crer que o projeto tenha condicionantes que impeçam isso.
Segundo o prefeito de Barra Longa, Fernando Magalhães, a promessa da Samarco é que a montanha de lama seja transferida a outro lugar.
— Já arrumaram um lugar que fica a 1,5 km daqui. Eles alugaram um terreno onde estão fazendo um buraco para colocar e tapar o barro.
Por meio de nota, a Samarco declarou que "o rejeito retirado da área está sendo levado temporariamente para o Parque de Exposições da cidade, em local seguro" e que o material ainda será tratado. A mineradora informou que está "buscando áreas autorizadas para depositar o rejeito restante".
A lama da barragem da Samarco que se rompeu no dia 5 de novembro destruiu 15 km² de terras ao longo de 77 km de rios, incluindo áreas de preservação permanente, segundo um laudo técnico preliminar do Ibama. Imagens captadas por um satélite da Nasa dão ...
A lama da barragem da Samarco que se rompeu no dia 5 de novembro destruiu 15 km² de terras ao longo de 77 km de rios, incluindo áreas de preservação permanente, segundo um laudo técnico preliminar do Ibama. Imagens captadas por um satélite da Nasa dão dimensão do impacto causado. Nesta terça-feira (1º), o rejeito aparece atravessando Minas e o Espírito Santo até atingir o mar capixaba






















