Minas Gerais Mãe e madrinha são suspeitas de torturar menina de 9 anos em MG

Mãe e madrinha são suspeitas de torturar menina de 9 anos em MG

Madrinha da criança, que gravou a cena, é advogada em Jequitinhonha; vítima foi chamada de “verminose” e de “bicho”

  • Minas Gerais | Helen Oliveira, da Record TV Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga denúncias de agressão e tortura contra uma menina de 9 anos na cidade de Jequitinhonha, a 690 km de Belo Horizonte. Os crimes teriam sido cometidos pela mãe e pela madrinha da criança.

As agressões foram registradas em vídeos. A mulher que grava as cenas seria uma advogada que preside uma subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Ela é tia e madrinha da criança.

A menina é chamada de “verminose” e “bicho” e fica desestruturada quando a mulher se refere a ela como "isso". “Isso tem nome”, rebate.

Em determinado momento, a criança tem o braço torcido e grita de dor. Em outra gravação, a mãe aparece batendo na filha e ameaça: “Você vai para a casa do seu pai”.

Criança foi agredida de várias formas

Criança foi agredida de várias formas

Reprodução / Record TV Minas

As imagens chocantes foram registradas em março deste ano, mas só agora foram divulgadas. O Conselho Tutelar da cidade informou que somente no mês passado recebeu a denúncia sobre as violações de direito sofridas pela criança e que está tomando todas as medidas cabíveis no caso. O órgão informou, ainda, que a menina está sob a responsabilidade de parentes.

Ao abrir o inquérito no último dia 29, a Polícia Civil apreendeu os aparelhos celulares das investigadas.

Segundo a corporação, há um ano outra agressão à menina foi denunciada à Polícia Civil pela própria mãe. Na ocasião, ela acusou o pai da garota de bater nela sem motivo justificável. Os pais são separados.

Em nota, a OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais) informou que teve acesso às imagens e que vai apurar se existe, de fato, a participação de um de seus inscritos nas agressões. Se houver, a entidade tomará as providências cabíveis. A reportagem tenta contato com as investigadas.

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