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Mãe que usou cocaína na gravidez perde guarda temporária de recém-nascida

Juizado da Infância e Juventude em BH determinou ida de criança para abrigo

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Parto ocorreu na Maternidade Odete Valadares, no Prado
Parto ocorreu na Maternidade Odete Valadares, no Prado

Uma jovem de 24 anos perdeu temporariamente a guarda da filha nascida há dois dias por viver em condição de vulnerabilidade social, por decisão da Vara Cível da Infância e Juventude de Belo Horizonte. Ela assumiu ter usado cocaína durante a gravidez e admitiu não ter feito o acompanhamento adequado do desenvolvimento do feto. Um exame de sangue atestou alterações no organismo da criança, provavelmente provocado por drogas.

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A diarista Joana Stephanie Assis deu à luz na segunda-feira (16) na Maternidade Odete Valadares, em BH. Ela tem outros três filhos e disse que recebeu alta do hospital na tarde de ontem, quando foi informada que a situação seria analisada por uma equipe de médicos, assistente sociais e psicólogos para ser relatada à Justiça. Ao voltar a noite, a criança já havia sido levada para o abrigo por decisão do juiz Marcos Flávio Lucas Padula. Em entrevista à Rádio Itatiaia, Joana Assis admite ter usado cocaína uma vez enquanto esperava a filha.

— Engravidei da minha menina e não sabia que estava grávida e foi muito difícil aceitar, porque já tenho os três, meu esposo trabalha como autônomo e eu como diarista. Descobri no quinto mês. Não pude fazer o acompanhamento porque, se eu cuidasse mais de mim, meus filhos iam passar dificuldade. Pré-natal fiz três consultas. Com seis meses de gestação, uma vez, eu usei cocaína. A maternidade falou que deu alteração no sangue.


De acordo com a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), a criança foi levada para o abrigo por determinação judicial após a mãe ter sido avisada. Foi pedido um telefone para contato, mas Joana teria se recusado a informar. Ainda segundo a Fhemig, a situação de vulnerabilidade se caracteriza por uma série de irregularidades, não apenas o consumo de drogas. Detalhes do caso não foram informados, já que o prontuário de qualquer paciente é sigiloso e não pode ser divulgado.

Segundo o Tribunal de Justiça, as maternidades são orientadas a relatar casos de vulnerabilidade social, como distúrbios psíquicos e uso de drogas, para evitar casos de violência.

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