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Médico denuncia homofobia e agressão após defender o pai de racismo em shopping de BH

Segurança teria suposto que o pai era uma pessoa em situação de rua e pediu para que ele se retirasse assim que terminasse refeição

Minas Gerais|Do R7, com Luciana Simões, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Médico denuncia casos de racismo e homofobia em shopping de Belo Horizonte.
  • Segundo o denunciante, o pai dele, um homem negro sofreu racismo de um segurança.
  • Ao defender o pai, o filho alega que foi alvo de comentários homofóbicos dos funcionários.
  • O empreendimento declarou repudiar qualquer atitude preconceituosa ou discriminatória.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PCMG informou que, após os fatos, dois homens, de 23 e 30 anos, foram conduzidos e ouvidos na delegacia Reprodução/Record Minas

Um médico denuncia ter sido vítima de racismo, homofobia e agressão física na noite de quarta-feira (7), em um shopping localizado no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo o relato de Israel Júnior do Nascimento, médico, professor universitário e pesquisador sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU), a confusão começou enquanto ele, os pais e outros familiares aguardavam um pedido de comida na praça de alimentação do Shopping Paragem.


Segundo Israel, o pai dele, um homem negro, havia passado o dia ajudando na mudança do filho e estava com roupas sujas. Ainda segundo o médico, um segurança do shopping se aproximou e teria suposto que o pai fosse uma pessoa em situação de rua, acreditando que ele estaria recebendo doação de comida do filho e da esposa, que são brancos.

Israel conta que o segurança pediu para que o pai se retirasse assim que terminasse a refeição. Indignado com a abordagem, o médico interveio em defesa do pai e afirma que, a partir desse momento, passou a ser alvo de ofensas homofóbicas e agressões físicas.


A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, após os fatos, dois homens, de 23 e 30 anos, foram conduzidos e ouvidos pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital e liberados em seguida. A corporação destacou que as investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas.

Em nota, o Shopping Paragem afirmou que a situação foi acompanhada por suas equipes e que todas as medidas necessárias foram adotadas de forma imediata, conforme os protocolos internos. O empreendimento declarou repudiar qualquer atitude preconceituosa ou discriminatória e reforçou o compromisso de manter um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para clientes, lojistas e colaboradores.

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