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Menos de 15% do público-alvo completou esquema de imunização contra a dengue em BH

Ampliação do público-alvo, no município, depende do envio de mais doses pelo Ministério da Saúde

Minas Gerais|Do R7

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Apesar da vacinação reduzir a gravidade dos sintomas e prevenir complicações, medidas preventivas continuam sendo fundamentais

Segundo a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, menos de 15% do público-alvo completou o esquema de imunização contra a dengue. Apesar das vacinas estarem disponíveis em todos os centros de saúde do município, segundo a Prefeitura, o índice vacinal está bem abaixo dos 90% desejáveis. Até o momento, a cobertura vacinal para a primeira dose está em 40,7%, já para a segunda dose o número não passa de 13,77%.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) sugere algumas estratégias para ampliar a vacinação infantil: ‘Ampliação do horário de funcionamento das salas de vacina e abertura das salas durante o horário de almoço e aos finais de semana; abertura de outros postos de vacinação volante; aproveitamento de consultas para verificar a situação vacinal; e reforço das campanhas educativas nos municípios’“, informou a SES-MG.


Desde 2023, o aumento expressivo de casos de dengue tem preocupado especialistas. Em 2024, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a doença com o imunizante Qdenga, priorizando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em locais de alta transmissão. A escolha desse grupo foi baseada em critérios técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), considerando o impacto potencial na redução de hospitalizações futuras.



Grupos com maior número de casos registrados, como pessoas entre 20 e 59 anos, não foram incluídos na vacinação inicial devido à limitação de doses. Em Belo Horizonte, a prefeitura informou ter recebido cerca de 150 mil doses de Qdenga e não registrou perdas por vencimento. No entanto, a ampliação do público-alvo depende do envio de mais doses pelo Ministério da Saúde.

O cenário para 2025 tende a ser ainda mais desafiador. A reintrodução do sorotipo 3 da dengue em Minas Gerais, associada à alta circulação viral e condições climáticas favoráveis, coloca os municípios do estado em alerta. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a expansão desse sorotipo pode elevar o número de casos, especialmente entre populações não vacinadas.


Prevenção continua essencial

Apesar da vacinação reduzir a gravidade dos sintomas e prevenir complicações, medidas preventivas, como eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, continuam sendo fundamentais. A população deve tampar caixas d’água, limpar calhas e bebedouros de animais, além de utilizar repelentes com ingredientes como DEET, icaridina ou óleo de citronela.


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