MG anuncia R$ 1 bi em obras e lança programa de desburocratização

Pacote de ações criado pelo governo estadual para retomar investimentos quer criar 35 mil empregos e dispensa 642 alvarás de funcionamento

Medidas foram anunciadas por Romeu Zema (Novo)

Medidas foram anunciadas por Romeu Zema (Novo)

Divulgação / Governo de Minas / Gil Leonardi

O Governo de Minas lançou, nesta quinta-feira (10) um programa para estimular investimentos e geração de empregos no Estado. O programa "Avança Minas" reúne uma série de medidas de desburocratização e também prevê um pacote de obras públicas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Ao todo, essas intervenções somam R$ 1 bilhão.

Uma das medidas previstas no 'Avança Minas' é a suspensão da cobrança de alvarás de funcionamento de 642  atividades econômicas consideradas de baixo risco.

Segundo o secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passálio, o projeto beneficiará empreendedores dos comércios atacadistas e varejistas, de salões de beleza, bancas de jornal e oficinas mecânicas, por exemplo, permitindo mais agilidade e menor custo na abertura dos negócios. 

— Esses segmentos vão fazer seus CNPJ e preencher o processo na Junta. Vão fazer a inscrição estadual e municipal e pronto, já podem começar a funcionar. 

Pacote de obras

Outra medida prevista no programa é o investimento de R$ 1 bilhão em obras públicas.  

De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), o governo espera gerar 35 mil empregos diretos e indiretos. As obras serão financiadas com recursos estaduais e federais, além de saldos de convênios já firmados e acordos com a iniciativa privada. 

— Nós temos feito questão de aproveitar toda oportunidade que há junto ao governo federal, junto a qualquer autarquia. Também desengavetamos e agilizamos as obras da Fundação Renova, que beneficiam as cidades do Vale do Rio Doce. Para um Estado que está praticamente falido, é algo bem expressivo. 

Além disso, o Governo de Minas informou que foram revogadas 139 normas que, na avaliação de Zema, deixaram de fazer sentido com o passar dos anos. 

— Saõ decretos que sempre viram um obstáculo para o investidor, para quem gera o emprego. O que nós queremos é nos transformar em um amigo de quem investe e gera empregos, e não hostil, como Minas estava sendo conhecida.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Lucas Pavanelli