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Vice-governador reforça pedido para que população deixe áreas de risco na Zona da Mata

Vice-governador relata os danos e esforços de recuperação após tempestades

MG no Ar|Do R7

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O vice-governador Mateus Simões relatou, nesta quinta-feira (26), as cenas que presenciou na Zona da Mata mineira após os temporais que atingiram a cidade e detalhou as ações emergenciais em andamento.

Segundo ele, embora ambas tenham sido duramente atingidas, os impactos foram diferentes. Em Ubá, a principal causa das mortes foi o avanço repentino das águas. “O rio subiu muito rápido, com muita violência”, afirmou. Seis pessoas morreram por afogamento e duas seguem desaparecidas. Quatro pontes foram derrubadas pela força da enxurrada, duas delas ficaram completamente destruídas. Equipes já conseguiram liberar parte das estruturas interditadas, enquanto mais de 20 máquinas atuam na limpeza da cidade, onde moradores enfrentam ruas cobertas de lama.

Já em Juiz de Fora, o cenário é ainda mais desolador, segundo o vice-governador. “Lá o problema não foi a água, foi o barro”, disse, ao descrever os deslizamentos que atingiram bairros construídos em encostas. No bairro JK, considerado o ponto mais crítico, dezenas de pessoas foram soterradas durante a madrugada. Idosos, crianças e pais de família estão entre as vítimas.

De acordo com Simões, cerca de 500 agentes das forças de segurança estão mobilizados na cidade, incluindo bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Civil. Além das operações de resgate, o governo também intensificou o envio de ajuda humanitária. Duas carretas com kits emergenciais, contendo colchões, roupas de cama, materiais de higiene e alimentos já foram entregues às famílias desalojadas.

O vice-governador destacou que o Estado concentra esforços na resposta imediata: salvamento de vítimas, interdição de áreas de risco, limpeza urbana e assistência aos desabrigados. A reconstrução, segundo ele, será um processo mais longo e contará com articulação junto ao governo federal.

Mesmo após os primeiros dias da tragédia, o cenário ainda é de alerta. Somente na última madrugada, cerca de 30 novos pontos de deslizamento foram registrados em Juiz de Fora.

As autoridades reforçam o pedido para que moradores de áreas de risco não retornem às residências interditadas. Com o solo encharcado e a previsão de continuidade das chuvas, o risco de novos desmoronamentos permanece elevado.

A prioridade do governo, segundo Simões, é salvar vidas e garantir o mínimo de assistência possível diante de uma das mais graves tragédias recentes da região.

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