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MGR na Política: federalização da Cemig e da Copasa é incerta, aponta vice-governador de MG

Mateus Simões acredita em negociação em relação à Codemig no novo projeto para quitar dívida bilionária do Estado com União

MG Record|Do R7

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O novo projeto para ajudar o Governo de Minas Gerais a quitar a dívida de R$ 160 bilhões com a União, apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), é visto como positivo por membros da gestão Zema, mas as negociações mudaram a convicção do Executivo Estadual quanto à federalização de estatais. Desde 2019, Zema defende a venda das Companhias Energética (Cemig), de Saneamento Básico (Copasa) e Desenvolvimento (Codemig).

"A lei disse que a gente oferece [as empresas], mas que cabe à União dizer se aceita ou não a federalização. A gente tem por certo que a Codemig vai ser federalizada. Temos dúvidas quanto à Copasa porque a União nunca teve uma empresa de saneamento. E a Cemig tem uma dificuldade jurídica que a própria União está apontando para nós. Mas para nós o importante é reduzir a dívida ao máximo", declarou o vice-governador Mateus Simões (NOVO), em entrevista ao quadro MGR na Política, da RECORD Minas, na noite desta quinta-feira (11). Simões acredita que a proposta de Pacheco vai reduzir a dívida bilionária. Agora, o estado aguarda autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para esperar a proposta tramitar e ser aprovada no Congresso Nacional.

"Na terça-feira, o presidente do Senado apresentou a alternativa que nos agrada. A gente acha que é boa. O problema é que o STF tinha dado prazo até 20 de julho para aprovar o parcelamento. Estamos agora nas mãos do STF", comentou. "Já que o governo federal ofereceu um novo modelo de parcelamento, a gente prefere aderir a ele", completou.

A proposta de Pacheco troca o indexador da dívida. O juros que atualmente é de IPCA + 4% seria de IPVA + 1%. O vice-governador Mateus Simões calcula projeta os seguintes cenários para o pagamento da dívida:

• Sem projetos de renegociação: R$ 14 bilhões por ano;

• Com o Regime de Recuperação Fiscal: R$ 9 bilhões por ano;

• Com o novo projeto de Rodrigo Pacheco: R$ 6,5 bilhões por ano.

Durante a entrevista, Simões ainda comentou sobre a reforma do IPSEMG (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais), a reforma tributária e a disputa eleitoral deste ano em Belo Horizonte. Assista à íntegra acima.

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