Minas e ES lançam plano estratégico de R$ 56 bilhões em investimentos
Propostas foram divididas em áreas como infraestrutura, óleo e gás, Vale do Rio Doce e segurança jurídica e dependem da União, Estados e empresas
Minas Gerais|Mayara Folco, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

Os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, além das Federações de Indústria dos dois Estados assinaram nesta segunda-feira (17) um Plano Estratégico para fortalecer e integrar as economias e desenvolver as indústrias estaduais.
O plano prevê um investimento total de R$ 56,5 bilhões em uma parceria entre União, governos estaduais e iniciativa privada. E a expectativa é que o retorno seja de mais de R$ 60 bilhões para os mineiros e de quase R$ 17 bilhões para os capixabas. Mais de 47 mil empregos devem ser gerados em Minas e cerca de 11 mil, no Espírito Santo.
São quatro eixos de desenvolvimento citados pelo Plano Estratégico: infraestrurura, óleo e gás, recuperação Vale do Rio Doce e segurança jurídica.
Uma das prioridades do Plano Estratégico, apresentado pelos presidentes das Federações das Indústrias de Minas Gerais e do Espírito Santo é a concessão e a duplicação das BRs 381 e 262, que ligam os dois Estados. As obras estão em andamento e o investimento deve ser de cerca de R$ 9 bilhões. O que se espera é que o governo federal assuma a construção de pontes e viadutos, como explica o governador Romeu Zema.
— Esse é um exemplo de estrada que, desde que eu sou criança, é chamada de Estrada da Morte e que depois de 40, 50 anos ainda não teve uma solução final. Chegou a hora, realmente, de levarmos isso adiante. Essa estrada une os dois Estados da forma como nós sempre sonhamos. O ministro Tarcísio já sinalizou que a conclusão dessa estrada é um ponto de honra para o governo federal.
O Plano Estratégico pretende impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial dos dois estados. Outra proposta é a renovação da concessão da estrada de ferro vitória minas e implantação de outras estradas de ferro que facilitem o escoamento de produtos da indústria mineira até os portos capixabas. A principal investidora será a companhia vale do rio doce.
— A Vale vai entrar na questão da concessão das ferrovias. Ela é concessionária de várias delas e o que estamos solicitando é que as ferrovias que incluem Espírito Santo e Minas Gerais quando vierem a ter suas outorgas renovadas venham a beneficiar os dois Estados
Segurança jurídica
Outro ponto importante do plano estratégico é a segurança jurídica das empresas que atuam nos dois Estados, segundo o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
— Um dos pontos é simplificar a legislação entre os dois Estados, em todas as nuances do ponto de vista fiscal para permitir que empresas que operam no Espírito Santo possam ter segurança juridica quando operam em Minas e vice-versa
Após o lançamento do Plano Estratégico em Belo Horizonte, ele será levado ao governo federal para que as propostas sejam apresentadas.















