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Mineiros são condenados por vender "Viagra paraguaio" pela internet

Medicamento não possui licença da Anvisa para entrada no Brasil

Minas Gerais|Do R7

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Golpistas usavam nomes e endereços reais para vender produto pela internet
Golpistas usavam nomes e endereços reais para vender produto pela internet

Três moradores de Pará de Minas, na região central do Estado, foram condenados pela Justiça de Federal pela venda de "Viagra paraguaio", medicamento para disfunção erétil proibido no Brasil por não possuir registro e licença da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A maior pena foi dada a Ronaldo Soares de Almeida (sete anos, três meses e pagamento de 729 dias-multa),qua foi ao Paraguai, por diversas vezes entre 2006 e 2007, para comprar o medicamento. Os remédios foram comprados de forma clandestina, entravam no Brasil contrabandeados e eram vendidos pela internet à margem da lei.


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Weslei Rondineli Gonçalves Pimenta e Eli Francisco de Mendonça Júnior foram condenados a cumpri cinco anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 521 dias-multa. Pimenta criou o site usado para anunciar o produto e emprestou a conta bancária usada para depósitos dos clientes, enquanto Mendonça guardava as caixas.


Segundo o MPF, a própria Anvisa descobriu o golpe. Os técnicos da agência compraram uma caixa do medicamento com 20 comprimidos e encontraram o nome de Wesley Pimenta no remetente. No site, constava o norme e os dados reais de Eli Mendonça.

A sentença foi assinada pelo juízo da 9ª Vara Federal de Belo Horizonte, que decidiu aplicar pena prevista para o crime de tráfico de entorpecentes, apesar de reconhecer que houve adulteração de medicamentos. Isso porque a pena mínima para este crime é de 10 anos, mesmo tempo previsto para casos de homicídio qualificado.

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