Monitoramento de capivaras é concluído em BH
Animais receberam carrapaticidas e microchips; monitoramento visa controlar a contaminação pela febre maculosa
Minas Gerais|Daniela Fernandes*, do R7, com RecordTV Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte concluiu o trabalho de monitoramento das capivaras na Lagoa da Pampulha, cartão-postal da cidade. O objetivo é evitar a propagação pela febre maculosa.
Os animais foram esterilizados, receberam carrapaticidas e passaram por uma série de exames. Só depois foram soltas no habitat natural, identificadas com microchips.
O monitoramento irá controlar a contaminação pela febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela, que tem o roedor como hospedeiro.
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Em fevereiro passado, um censo inicial registrou a presença de 65 animais, mas, ao final dos trabalhos, a prefeitura contabilizou 53 capivaras. Durante o manejo, cinco morreram.
Um homem de 42 anos e um menino de 5 morreram pela doença em Belo Horizonte.
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A fase de manejo das capivaras foi concluída. A prefeitura deve continuar as ações de controle da doença até 2020. Mas mesmo assim, quem visitar a Lagoa da Pampulha deve ficar em alerta para não correr risco da contaminação. Uma dica é não se deitar na grama.
O planejamento para os próximos anos prevê o monitoramento constante da área. Na hipótese de aparecer um novo animal que não tenha sido identificado no censo, o roedor também será esterilizado para impedir a reprodução. Assim, em 10 anos, há possibilidade de não existirem mais capivaras na Lagoa.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, os próximos a receberem atenção especial da prefeitura serão os jacarés que habitam a lagoa:
— Trataremos da mesma forma como foram tratadas as capivaras. Já temos os recursos para o levamento e para o diagnóstico (...)
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* Estagiária do R7, com supervisão de Paulo Henrique Lobato















