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'Morreu de graça', afirma esposa de cliente atingido no lugar de barbeiro na Grande BH

Diego Lopes Paulino foi baleado no abdômen enquanto estava na cadeira da barbearia; segundo a PM, o alvo era o profissional 

Minas Gerais|Michelyne Kubitschek, da Record TV Minas

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Diego ia comemorar dez anos de casamento
Diego ia comemorar dez anos de casamento

A viagem já paga a Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, e todos os planos feitos pela autônoma Liliane Lopes para comemorar o aniversário de 30 anos do marido, junto com os dez anos de união, deram lugar à dor do luto pela perda do companheiro, Diego Lopes Paulino, morto no último dia 21.

Diego foi baleado no abdômen, no dia 14 de setembro, em uma barbearia de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele havia chegado ao local por volta das 18 horas para cortar os cabelos e aguardou pelo serviço por cerca de uma hora.


De acordo com o boletim de ocorrência, durante o atendimento, um carro branco com dois homens parou em frente à barbearia. Um dos suspeitos desceu do veículo e entrou no estabelecimento. O alvo seria o cabeleireiro Jairo Nunes, dono da barbearia.

Segundo a Polícia Militar, a namorada de Jairo contou que o homem havia se mudado de Vespasiano para Ribeirão das Neves havia cerca de dois meses. A PM confirmou que o homem possui diversas passagens na polícia e envolvimento com o crime.


Testemunhas confirmaram que cerca de dez tiros foram disparados enquanto Paulino ainda estava na cadeira do barbeiro. Apenas um deles acertou o cliente, que foi socorrido e encaminhado ao hospital João XXIII. Segundo Liliane, os médicos constataram perfuração de todos os órgãos do aparelho digestivo.

Intubado, Paulino, que não tinha passagens pelo sistema penal, permaneceu internado por uma semana, mas não resistiu aos ferimentos. "Meu marido estava na hora errada, no lugar errado. Morreu de graça. Tudo o que sonhamos acabou. Foram quase dez anos de união, que foram tirados de mim", lamenta Liliane.


O barbeiro atingido continua internado em um hospital da capital e não teve o estado de saúde revelado. A Polícia Civil informou que o inquérito policial tramita na Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios em Ribeirão das Neves, onde ocorreu o crime. Até o momento, nenhum suspeito do crime foi preso.

A sensação de impunidade aumenta o sofrimento da família, que pede por Justiça. "Só quem viu o que ele passou sabe o tanto que dói. Meu marido era uma pessoa maravilhosa, nunca fez mal a ninguém. Quem fez precisa pagar", diz Liliane.

Até agosto deste ano, 1.631 pessoas foram vítimas de homicídio em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

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