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Motorista que matou estudante em racha vai a júri popular

Michael Donizete Lourenço dirigia a 145 km/h quando bateu no carro da vítima, em 2012

Minas Gerais|Do R7

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Michael Donizete responde por homicídio com dolo eventual
Michael Donizete responde por homicídio com dolo eventual

O motorista que matou um estudante de 20 anos durante um racha disputado na avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Belvedere, região centro-sul de Belo Horizonte, vai a júri popular. Michael Donizete Lourenço reponde por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e aguarda o julgamento em liberdade. O acidente ocorreu em 15 de setembro de 2012.

De acordo com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), ao examinar a filmagem anexada ao processo, o juiz constatou que ela aponta a possibilidade de que o motorista estivesse participando de racha nas ruas da capital, em velocidade incompatível com o local onde tudo aconteceu.


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O fato de ter acionado os freios, como argumentado pela defesa, ou mesmo desviado, não comprova, “de forma inequívoca”, que o motorista não teria agido com dolo eventual, uma vez que teria decidido participar de racha pelas ruas “sem se importar com as consequências daquilo que poderia daí resultar”, entendeu o magistrado.


A defesa ainda argumentou que a culpa do acidente foi da vítima, que teria avançado o sinal. Para o magistrado, isso não exime a responsabilidade do motorista, e essa tese também deverá ser avaliada pelos jurados. Ainda não há data marcada para o júri.

O acidente


Michael Donizete Lourenço disputava um pega com um Honda Civic de cor preta. O motorista não foi identificado, mas a polícia espera que, com a divulgação do caso, o responsável seja reconhecido por alguma testemunha.

Lourenço conduzia a Land Rover que provocou o acidente, e consequentemente a morte de Fábio Pimentel Fraiha. Ele chegou a ficar preso por cinco dias, mas pagou fiança de R$ 43 mil.


Na noite do acidente, Lourenço descia a avenida disputando um pega com o Civic em uma velocidade de 145 km/h, segundo a perícia. Ao alcançar um sinal na altura do bairro Belvedere, o carro dirigido por Michael bateu com violência no Focus de Frahia. Ele não portava documentos e apresentava sinais de embriaguez, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro.

Conforme a PC, laudos comprovaram que o rapaz também teria feito uso de maconha pouco antes de dirigir.

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