Minas Gerais MP denuncia fundador da Ricardo Eletro por sonegação pela 2ª vez

MP denuncia fundador da Ricardo Eletro por sonegação pela 2ª vez

Promotores alegam que o empresário teria deixado de pagar ao Governo de Minas R$ 120 milhões em impostos que foram recolhidos dos clientes

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Empresário chegou a ser preso durante investigação

Empresário chegou a ser preso durante investigação

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), denunciou o empresário Ricardo Nunes, fundador da rede Ricardo Eletro, por supostamente sonegar R$ 120 milhões em impostos.

Esta é a segunda vez no ano que o órgão pede a condenação do empresário mineiro pelas mesmas irregularidades. A primeira foi em novembro, por crimes supostamente praticados entre 2012 e 2017.

Desta vez, a denúncia é referente a crimes que teriam sido praticados entre maio de 2016 e novembro de 2019. Pedro Magalhães, diretor da companhia também foi denunciado. A decisão do MPMG foi divulgada na manhã desta sexta-feira (11).

A reportagem tenta contato com a rede Ricardo Eletro e com a defesa de Pedro Magalhães. Procurado pelo R7, o advogado Marcelo Leonardo, que defende Nunes, disse que o empresário não tem relação como as supostas irregularidades, que teriam sido praticadas quando Nunes já havia deixado o comando da empresa.

— O Ministério Público insiste em atribuir responsabilidade ao Ricardo Nunes em período no qual ele não era mais o controlador nem o administrador da empresa, já tendo se afastado há algum tempo da gestão financeira da Ricardo Eletro. Nós vamos aguardar a evolução do processo para saber quais medidas serão tomadas.

Crimes

De acordo com as investigações, o empresário e os então diretores da empresa teriam deixado de repassar R$ 120 milhões de ICMS (Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços) ao Governo de Minas, mesmo já tendo recolhido o valor dos clientes.

Segundo a Promotoria de Justiça da Ordem Econômica e Tributária de Contagem, na Grande BH, o dinheiro era reinvestido na própria empresa para aumentar o lucro dos donos e diretores.

Em julho deste ano, o MPMG realizou a operação Direto com o Dono para investigar o suposto esquema. Na época, Nunes e a filha mais velha dele chegaram a ser presos. Eles foram liberados após prestarem depoimentos.

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