Minas Gerais Mulher morre após passar por cirurgia plástica em Belo Horizonte

Mulher morre após passar por cirurgia plástica em Belo Horizonte

Procedimento foi feito em uma clínica no bairro Funcionários, na região Centro-Sul; Polícia Civil vai investigar o caso

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Mulher passou mal após procedimento estético

Mulher passou mal após procedimento estético

Reprodução / Pixabay

Uma mulher de 49 anos morreu após passar por uma cirurgia de lipoaspiração e abdominoplastia em uma clínica no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (24).

A mãe de Cláudia Barbosa Duarte relatou à PM (Polícia Militar) que o procedimento aconteceu na manhã desta quarta-feira (23).

A paciente ficou em observação na clínica e só começou a sentir dores no final do dia. Ela foi medicada por uma médica plantonista, mas as dores continuaram. Assustada com a situação,  Cláudia teria se levantado abruptamente durante a madrugada e molhado o corpo.

O cirurgião responsável pela operação afirmou aos militares que a paciente passou pelos exames pré-operatórios que não indicaram impedimentos para o procedimento.

A Polícia Civil informou que vai abrir um inquérito para investigar o que causou a morte da paciente que não teve o nome revelado. Agentes da corporação já estiveram na clínica para colher as primeiras informações, acompanhados pela Polícia Militar.

No momento, uma irmã de Cláudia contou aos militares que desaconselhou a vítima a fazer a cirurgia, já que ela teria pressão alta. A mulher ainda relatou que o médico teria receitado para a paciente um medicamento para emegrecimento que deveria ser aplicado na barriga

A reportagem tenta contato com a direção do centro clínico onde a cirurgia foi realizada. "O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal André Roquette (IMLAR) onde será submetido a exames para apurar a causa da morte", concluiu a Polícia Civil.

Procurado, o CRM (Conselho Regional de Medicina) informou que tomou conhecido do caso pela impresa e que "apurará os fatos em procedimento administrativo, sem antecipar juízo de valor". "Todo o procedimento corre em sigilo, em conformidade com o Código de Processo Ético Profissional, tendo o médico amplo direito de defesa e ao contraditório", completou o órgão.

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