Obra de Aleijadinho retirada de Ouro Preto há 40 anos é recuperada em Belo Horizonte
"Samaritana" deixa casa de colecionador e fica com o Iphan até julgamento da ação
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

A estátua da Samaritana, de autoria de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814), mestre do Barroco no século 18, foi recuperada após 40 anos nesta quinta-feira (10).
A obra, de 1,05 metro, esculpida em pedra sabão, estava na casa de um colecionador na região da Pampulha. Ele não teve o nome divulgado.
A peça fazia parte de um chafariz instalado no casarão onde hoje funciona a "Casa Guignard", na rua Direita, em Ouro Preto.
A estátua teria sido retirada da base do chafariz sem autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na década de 1950 e ficou por quase 20 anos guardada na cidade. Nos anos 1970, um colecionador de Belo Horizonte a adquiriu por valor não informado.
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Ao descobrir o destino da obra, o Ministério Público Estadual entrou com Ação Civil Pública para restituí-la ao patrimônio público e pediu em liminar sua apreensão até o fim do julgamento, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto e Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico. O juiz federal Leonardo Aguiar concedeu o pedido afirmando que sua posse é "ilegal", "sendo imperioso o retorno da escultura aos cidadãos de Ouro Preto”.
A obra de Aleijadinho ficará sob guarda do Iphan até o julgamento da ação. Ainda não foi definida uma data para o retorno da escultura à cidade histórica.















