Minas Gerais Oficina clandestina que revendia aparelhos médicos é fechada em BH

Oficina clandestina que revendia aparelhos médicos é fechada em BH

Três pessoas foram presas e outras nove vão responder por adulteração e venda de produtos de fins medicinais; SP e RJ podem ter comprado aparelhos

Oficina foi interditada pela Polícia Civil em operação

Oficina foi interditada pela Polícia Civil em operação

Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais fechou uma oficina clandestina em Belo Horizonte que consertava e revendia equipamentos hospitalares. O local, no bairro Santa Amélia, foi interditado nesta quinta-feira (2). na ação, o responsável técnico e dois vendedores foram presos em flagrante por adulterar e vender produtos utilizados para fins medicinais. 

Outras nove pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimentos e também devem responder pelo crime. 

De acordo com o delegado Rodrigo Damiano, a Polícia Civil foi acionada após denúncia de uma fábrica localizada na região Sul do país e que era responsável pela produção dos aparelhos. 

— Recebemos denúncia da comercialização, por meio de um site da internet, de aparelhos hospitalares. Esses aparelhos são usados em UTI's, incluindo respiradores, e estariam entrando de forma irregular no mercado, sem o conhecimento da empresa titular dos direitos e dever de manutenção dos aparelhos

Ainda durante a operação da PC, 300 aparelhos próprios para UTI, além de milhares de peças e carcaças foram apreendidos. Dentre os aparelhos estão incubadoras e até respiradores, que poderiam ser destinados a tratamento de pacientes com covid-19 ou outras doenças graves.

— A oficina não tinha autorização para funcionamento, nem para fazer manutenção ou colocar esses aparelhos no mercado. Ou seja, um equipamento desse, fora das condições ideais de uso, pode levar um paciente à morte

A Polícia Civil, agora, irá investigar a origem e destinação desses aparelhos e nenhuma hipótese (como leilões, furto ou descarte médico) é descartada. 

Segundo Damiano, é possível que hospitais e clínicas de São Paulo e do Rio de Janeiro tenham adquirido alguns desses aparelhos. 

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