Minas Gerais Operação em MG apura fraudes em contrato bilionário de presídio

Operação em MG apura fraudes em contrato bilionário de presídio

Penitenciária fica em Ribeirão das Neves, na Grande BH; ação cumpre 13 mandados de busca e apreensão em cinco cidades de Minas e de São Paulo

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7, com Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Operação acontece em cinco cidades

Operação acontece em cinco cidades

Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil realiza, nesta quinta-feira (16), uma operação para investigar supostas irregularidades em um contrato de R$ 2,1 bilhões do Complexo Penitenciário Público-Privado de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A operação tem como objetivo cumprir 13 mandados de busca e apreensão em cinco cidades de Minas Gerais e de São Paulo. Entre os alvos estão agentes públicos e empresários.

A penitenciária de Ribeirão das Neves é a primeira do país a adotar um modelo de gestão em parceria com a iniciativa privada. A unidade funciona desde janeiro de 2013. O R7 entrou na penitenciária logo após a inauguração.

Confira imagens do espaço:

Procurada, a GPA (Gestores Prisionais Associados), responsável por administrar a unidade prisional, afirmou que recebeu "com surpresa" a informação sobre a investigação e destacou que cumpre suas obrigações de forma "clara e transparente".

A reportagem também procurou a Sejusp (Secretaria de Segurança e Justiça de Minas Gerais), que disse que acompanha os desdobramentos da investigação e que os "acordos em questão foram assinados em gestões passadas". Ainda conforme a pasta, a operação desencadeada hoje teve origem em levantamento de possíveis irregularidades apontados pela própria Sejusp, junto com a CGE (Controladoria-Geral do Estado)

"Prezando pelo direito da ampla defesa e contraditório, a Sejusp aguarda o esclarecimento dos fatos, a bem da correição no uso de recursos públicos e respeito à população mineira. Destaca ainda que, mais uma vez, as forças de segurança do Estado, representadas neste ato pela Polícia Civil, demonstram a impessoalidade das ações de investigação realizadas no Estado de Minas Gerais", afirma a secretaria, em nota.

Veja a íntegra da nota da GPA:

"Sobre operação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais a respeito de contrato de PPP assinado entre o Estado de Minas e a GPA, empresa responsável pela construção e administração do Complexo Penitenciário Público-Privado, em Ribeirão das Neves, a companhia informa que recebeu com surpresa a ação da polícia, uma vez que há 11 anos, desde a assinatura do contrato, vem cumprindo com todas as suas obrigações de forma clara e transparente, prática administrativa adotada desde o início de sua atuação.

A empresa informa ainda que não tem conhecimento de nenhum tipo de irregularidade na execução do contrato e lembra que o mesmo é alvo de constante avaliação e fiscalização de órgãos como Ministério Público e Advocacia Geral do Estado, entre outros. A GPA segue à disposição das autoridades para qualquer tipo de esclarecimento e reafirma seu compromisso com a ética, transparência e lisura de todas as suas operações."

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