‘Papa’: quem era o eletricista que atacou ex com motosserra e morreu baleado pela polícia em MG
Durante o período em que esteve foragido, André Borges enviou áudios confessando o crime e descrevendo as agressões
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
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Conhecido como “Papa” em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, André Gustavo dos Santos Borges, de 46 anos, foi descrito por moradores como uma figura popular na cidade. Por causa do seu trabalho como eletricista, ele circulava com frequência pelos bairros da região.
Na última sexta-feira (20), o nome dele passou a ser associado a um crime violento: a tentativa de feminicídio contra a companheira, de 45 anos, atacada com marteladas e golpes de motosserra dentro da própria casa.
Relação marcada por conflitos
Segundo a Polícia Militar, a vítima tinha medida protetiva contra André. Ainda assim, ele foi até a residência dela no bairro Conjunto Castelo Branco, no fim da tarde, e a chamou no portão. Como não foi atendido, pulou o muro e invadiu o imóvel.
A agressão ocorreu na frente da filha da mulher, uma adolescente de 15 anos, que tentou defender a mãe e sofreu cortes nos dedos. A filha da vítima presenciou as agressões e saiu correndo pela rua para pedir ajuda. Vizinhos e parentes chegaram ao local e começaram a gritar, momento em que o agressor interrompeu o ataque e fugiu em uma caminhonete branca.
De acordo com relatos registrados no boletim de ocorrência, o relacionamento entre os dois era conturbado. A polícia apura se ciúmes e disputas financeiras teriam motivado o ataque. Em áudios enviados após o crime, o suspeito mencionou “ganância por dinheiro” ao tentar justificar a violência.
Moradores da região, que preferiram não se identificar, afirmam que o relacionamento de André com a vítima era extraconjugal.
Confissão e frieza
Durante o período em que esteve foragido, André enviou áudios confessando o crime e descrevendo as agressões. Em uma das mensagens, mencionou estar armado e que iria “para cima mesmo”.
Segundo a PM, no momento da abordagem final, ele estava com uma foice nas mãos e apresentava volume na cintura, o que levou os policiais a suspeitarem que pudesse estar armado. Os militares atiraram contra ele, que não resistiu aos ferimentos. Posteriormente, foi constatado que não se tratava de arma de fogo.
O capitão Fábio Júlio afirmou que, pelos áudios e pelo comportamento nas abordagens, havia uma “intenção clara” de não se entregar. “Ele demonstrava que não estava com ânimo cooperativo”, disse.
Vítima se recupera
Apesar da violência extrema, com múltiplos cortes pelo corpo e lesões na cabeça, a vítima apresenta melhora, segundo a PM. O capitão relatou que esteve com ela no hospital e que, apesar das lesões graves, a mulher está em recuperação, com pontos e suturas.
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