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‘Pedi a Deus para não morrer’, diz empresária que se agarrou a poste durante enchente em MG

Durante o desespero, Edna viu o filho agarrado a uma grade. Os dois gritavam por socorro enquanto a água arrastava carros, motos e troncos de árvore

Minas Gerais|Verônica Reis*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma empresária em Juiz de Fora ficou agarrada a um poste por mais de três horas durante uma enchente.
  • Edna tentou retirar os carros da garagem, mas a água inundou rapidamente a casa, levando-a a pedir a Deus por sua vida.
  • Ela viu seu filho preso em uma grade e ambos gritavam por socorro enquanto a água arrastava objetos.
  • Após ser resgatada, Edna descobriu que seu namorado estava desaparecido e seu restaurante foi totalmente destruído pela enchente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante o desespero, Edna viu o filho agarrado a uma grade. Os dois gritavam por socorro enquanto a água arrastava carros, motos e troncos de árvore
Durante o desespero, Edna viu o filho agarrado a uma grade. Os dois gritavam por socorro enquanto a água arrastava carros, motos e troncos de árvore

Uma empresária ficou cerca de três horas e meia agarrada a um poste para não ser levada pela correnteza durante a forte enchente que atingiu Ubá, na Zona da Mata mineira, a 245 km de Belo Horizonte, na noite da última segunda-feira (23).

Edna conta que dormia com o companheiro quando vizinhos bateram à porta avisando que a casa estava sendo invadida pela enxurrada. Ela ainda tentou retirar os carros da garagem, mas a água já havia atingido o motor dos veículos.


“Em poucos minutos, a água chegou ao meu pescoço. Tampei o nariz com a mão e pedi a Deus para não morrer”, relatou.

Arrastada pela força da correnteza, a empresária disse que bateu em diversos objetos até sentir algo redondo. “Eu abracei. Era um poste”, contou. Ela conseguiu escalá-lo o suficiente para manter a cabeça fora da água. Durante o desespero, Edna viu o filho agarrado a uma grade. Os dois gritavam por socorro enquanto a água arrastava carros, motos e troncos de árvore.


“Eu só pensava: se eu não morrer afogada, vou morrer eletrocutada.”, afirmou.

O filho foi resgatado primeiro. Pouco depois, um homem lançou uma corda em direção à empresária. “Coloquei debaixo do braço e comecei a sentir esperança”, disse. Cerca de três horas depois, a água começou a baixar e ela conseguiu tocar os pés no chão.


Após o resgate, Edna descobriu que o namorado havia sido levado pela correnteza e, até o momento, não foi encontrado. Além disso, ela também encontrou o restaurante completamente destruído. O estabelecimento era a fonte de sustento dela e de outras cinco famílias.

“Quando eu cheguei lá, não tinha mais nada. Foi tudo embora”, lamentou.


*Estagiária sob supervisão de Cler Santos

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