Logo R7.com
RecordPlus

Penitenciária de segurança máxima em MG proíbe visita de advogados

Segundo a Secretaria de Administração Prisional, medida é para manter a segurança durante supervisão que acontece na unidade

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Penitenciária Nelson Hungria passa por vistoria
Penitenciária Nelson Hungria passa por vistoria

Após uma semana de denúncias de maus-tratos e registro de motins, o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, proibiu a entrada dos advogados dos detentos no presídio.

A medida foi instaurada nessa quinta-feira (1º) e tinha previsão para valer até as 18 horas desta sexta-feira (2). Porém, após negociações da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil), o atendimento foi restabelecido no início desta tarde.


De acordo com o advogado Fábio Piló, presidente da comissão de assuntos carcerários da OAB-MG, o contato dos defensores com os presos foi prejudicado com a parada e voltou a operar com cinco horas de espera.

Piló explicou ao R7 que a Ordem não havia sido notificada sobre a decisão da penitenciária de suspender as visitas. Embora a medida não seja ilegal, ela pegou muitos defensores de surpresa, o que acarreta atraso em processos.


Tumultos

No último final de semana, oito presos fugiram da unidade. Em seguida, outros detentosgravaram vídeose publicaram na internet denunciando maus-tratos e falta d'água no presídio.


Na madrugada da última segunda-feira (29), um ônibus foi incendiado em Contagem. No local do crime, os suspeitos deixaram um bilhete que diz que o ataque foi mandado por detentos da Nelson Hungria.

Leia mais notícias no Portal R7


Após os problemas, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Prisional de Minas Gerais) inicio, na quarta-feira (31), uma série de vistorias dentro do presídio. De acordo com a Pasta, trata-se de uma ação de supervisão multissetorial e de apoio operacional de rotina. A ação segue até o próximo dia sete de fevereiro.

Segundo a secretaria, as visitas dos advogados foi suspensa por razões de segurança durante a supervisão. Porém, o órgão ressalta que o preso pode ser atendido pelo defensor, caso ele apresenta uma demanda formalizada e justificada – o que não aconteceu até o momento.

De acordo com Fábio Piló, está prevista uma nova suspensão dos atendimentos para próxima segunda-feira (5).

Leia nota da Seap na íntegra:

"Conforme amplamente divulgado nesta quarta-feira (31), o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, passa por uma ação de Supervisão Multissetorial e de apoio Operacional. A ação segue até o próximo dia 07 de fevereiro, e por razões de segurança, as visitas de advogados estão suspensas até o dia 02 de fevereiro, às 18h.

A referida suspensão é necessária para se manter a ordem, haja vista o empenho de todos os servidores do Complexo Penitenciário Nelson Hungria na execução do procedimento. Contudo, nada impede que o preso seja atendido por seu advogado, caso este apresente uma demanda formalizada e justificada para que seja possível viabilizar o acesso à unidade prisional durante o período em que ocorre a execução dos procedimentos.

Ressalta-se que até o momento, a unidade prisional não recebeu nenhuma demanda de advogado que tenha por fim "atender clientes" e cuja demanda justifique o ingresso na unidade prisional.

A SEAP trabalha com o objetivo de dar aos servidores do Complexo Nelson Hungria melhores condições de trabalho, melhores condições de cumprimento da reprimenda penal pelo preso, melhores condições do exercício da advocacia aos advogados e condições dignas aos familiares dos presos durante a visitação, nos termos da lei.

Os Senhores advogados jamais serão tolhidos do exercício da advocacia em unidades prisionais do Estado, mas é preciso que todos respeitem procedimentos de segurança típicos e necessários ao Sistema Prisional."

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.