'Pensei que iria morrer ali', diz mulher resgatada em enxurrada
A personal trainer Cibelle Freitas de Oliveira viveu momentos de pânico ao ter o carro arrastado por enxurrada em Contagem (MG)
Minas Gerais|Gisele Ramos, da RecordTV Minas
A mulher que ficou ilhada dentro de seu carro em meio a uma enxurrada na avenida Tereza Cristina, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, disse que seguiu uma rota determinada pelo GPS e foi surpreendida com a subida rápida das águas.
A personal trainer Cibelle Freitas de Oliveira, de 32 anos, tentava atravessar a avenida quando o carro começou a ser arrastado. Vídeos gravados por moradores da região mostraram a mulher apoiada na janela do veículo, tentando se manter a salvo, quando os próprios vizinhos conseguiram resgatá-la com uma mangueira.
— Quando a água estava acima da minha cabeça, pensei que não iria conseguir, que iria morrer ali mesmo. Mas, quando eles começaram a puxar, e eu senti que estava saindo do carro, mesmo com muita dor eu não desisti.

Cibelle conta que ficou com hematomas nas pernas, que estavam presas no carro, e nas costas. Diz que está se recuperando do trauma. Ainda de acordo com a personal trainer, em menos de dois minutos, a água já estava acima da sua cintura.
— Dois moradores pediram que eu tivesse calma, e jogaram uma corda, mas eu não consegui pegá-la. Foi quando veio uma "avalanche" de água. Eles ficaram desesperados, e eu também. A água me encobriu, e eles conseguiram pegar uma mangueira de um vizinho. A "avalanche" tinha passado, e a água já estava tapando o capô do carro. Eu consegui dar um nó na mangueira e pedi que eles me puxassem, porque minha perna estava agarrada ao carro.
Desvio de rota
Cibelle conta ainda que estava dirigindo pelo Anel Rodoviário quando o GPS traçou uma nova rota e a orientou a entrar na avenida Tereza Cristina, que não estava bloqueada. Ela estava sozinha na pista quando o carro começou a ser arrastado pela enxurrada.
— Eu estava voltando do trabalho pelo Anel Rodoviário, com muita chuva, e avisei em casa. Próximo ao bairro Betânia tem a entrada para a avenida Tereza Cristina, e o GPS traçou uma nova rota, informando que lá estava liberado. Eu estava sozinha na via, o carro deslizou e não consegui segurar. A água foi se acumulando, e eu consegui abrir os vidros do carro.
Cibelle conta que, no carro, além de objetos pessoais como celular e relógio, ficou seu equipamento de treino, que ela usava para trabalhar. Ao todo, a personal trainer calcula um prejuízo de R$ 5 mil com a perda do material.















