PF prende seis membros de seita que mantinha escravos e recebeu R$ 100 milhões 

Líderes obrigavam fiéis a doar patrimônio e a trabalhar de graça em fazendas 

Uma operação da Polícia Federal desmontou um esquema de falsos religiosos que tomaram R$ 100 milhões em doações nos últimos anos e matinham até fiéis em situação de escravidão e trabalhos forçados no sul de Minas. Nesta segunda-feira (17), foram cumpridos seis mandados de prisão temporária, 47 de condução coercitiva, 70 mandados de sequestro de bens e seis de busca e apreensão.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Belo Horizonte e cumpridos em Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas, Lavras e Carrancas, no sul de Minas, e também em Remanso (BA), Marporá (BA), Barra (BA), Ibotirama(BA), Cotegipe (BA) e São Paulo (SP).

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Segundo a PF, a seita desenvolvia as atividades em fazendas onde os fiéis eram alojados. Eles eram obrigados a doar todos os bens para os líderes sob o argumento de conviver em uma comunidade onde "tudo seria de todos" e trabalhavam sem qualquer pagamento. 

Parte do patrimônio recebido dos fiéis foi convertido em fazendas, casas de luxo e carros importados. 

Os líderes da seita eram investigados desde 2011. Dois anos depois, uma operação da PF, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho comprovou o uso de mão de obra escrava na fazenda e crimes de lavagem de dinheiro. 

Os suspeitos responderão por tráfico de pessoas, reduação de pessoa à condição análoga à de escravo, estelionato, formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.