PIB mineiro cresce 2% em 2025 e fica abaixo do crescimento econômico nacional
Dados foram divulgados pela Fiemg em coletiva nesta quinta-feira (18)
Minas Gerais|Bruno Menezes, da RECORD MINAS

A economia mineira deve crescer 2% em 2025. O índice, que ficou abaixo do registrado nacionalmente, totalizando 2,4%, e menor do que o mesmo índice mineiro de 2024, que foi de 3,1%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (18), durante coletiva de imprensa concedida pelo presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe, na sede da federação, para apresentar os principais dados do balanço da economia mineira em 2025.
O levantamento aponta que dois fatores principais contribuíram para que o crescimento do Estado ficasse um pouco abaixo do crescimento nacional: o avanço da indústria extrativa no país, que alcançou 8%, puxado pelo petróleo, enquanto em Minas Gerais o mesmo setor cresceu apenas 1,6%; e o agronegócio, que também registrou, até setembro de 2025, crescimento inferior ao nacional.
“A indústria extrativa (mineira) ficou abaixo do nacional porque, nacionalmente, ela foi puxada pelo petróleo, e nós não temos petróleo em Minas. No caso do agronegócio, as commodities que mais cresceram não eram as que são fortes em Minas Gerais”, apontou Roscoe.
A Fiemg projeta ainda que, com a taxa de juros elevada — atualmente em 15% — e sua redução lenta nos próximos anos, o cenário da economia mineira não deve apresentar grandes índices de crescimento.
“A expectativa para o ano que vem também é de um cenário difícil. Com a taxa de juros alta, devemos enfrentar um contexto complexo. A economia hoje está disfuncional. De um lado, o Banco Central pisa no freio ao aumentar a taxa de juros; do outro, o Governo Federal não para de gastar, o que impede uma expansão da atividade econômica”, indicou Roscoe.
Em 2025, a indústria mineira também foi impactada com o tarifaço do governo Trump, nos Estados Unidos.
“O tarifaço impactou a nossa economia, mas boa parte dos produtos acabaram sendo retirados do tarifaço. Para a indústria não foram tantos. Na agricultura todos, praticamente, ficaram de fora do tarifaço já que eram interessantes para os Estados Unidos. Na indústria, nós tivemos os aviões, que beneficiou São Paulo e o ferro gusa que beneficiou Minas. Os outros produtos sofrem duramente com o tarifaço.
Para 2026, a recomendação da Fiemg é de que o Governo Federal comece a cortar gastos para que a taxa de juros possa ser reduzida.
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