Polícia de MG investiga se motorista atropelou cão intencionalmente
Animal morreu após ser atingido por carro em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha; cena foi flagrada por um circuito de segurança
Minas Gerais|Rodrigo Dias, da Record TV Minas
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso de um cão que morreu atropelado em Pedra Azul, a 720 km de Belo Horizonte. Os investigadores querem descobrir se o motorista teve intenção de atingir o animal.
O atropelamento foi flagrado pelo circuito de segurança de uma casa. O suspeito entra no veículo, onde fica por alguns segundos. Em seguida ele dá a partida e atinge o cachorro, indo embora na sequência.
As imagens foram repassadas à Polícia Civil, que já identificou o motorista. A mestre em direito ambiental Andreia Bonifácio Santos esclarece que, caso seja provado a intencionalidade no atropelamento, o condutor pode ser condenado à prisão.
— Em relação a cães e gatos, a pena varia de 2 a 5 anos de detenção, perda da guarda e perda dos direitos de adotar animais. Caso o bicho tenha morrido, a pena ainda pode ser aumentada em até 33%.

Desde 2013, Minas Gerais conta com uma delegacia especializada em investigar crimes contra a fauna, sediada em Belo Horizonte. A investigadora Luísa de Oliveira Lisboa esclarece que, em casos como esse, a existência de imagens e testemunhas é fundamental para a condenação do suspeito.
— Testemunhas do local, vídeos de circuito de segurança, entre outras coisas. Uma perícia pode ser solicitada para enriquecer o processo de apuração. O crime de maus-tratos tem que ser doloso, ou seja, precisa ser comprovada a intenção do suspeito.














