Polícia identifica corpo de empresário desaparecido há 22 dias após temporal em Ubá (MG)
Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, foi encontrado na calha do Rio Ubá a cerca de 10 km do local onde foi visto pela última vez
Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD MINAS
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Após 22 dias desaparecido, o corpo do homem arrastado pela enxurrada em Ubá, na Zona da Mata Mineira, foi localizado pelos Bombeiros em avançado estado de decomposição no fim da manhã de segunda-feira (16). Na tarde desta terça-feira (17), o cadáver foi reconhecido pela Polícia Civil após análise odontológica.
Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, foi encontrado na calha do Rio Ubá, próximo à “ponte do aeroporto” e ao campo do Santo Antônio. O ponto fica a cerca de 10 km do local onde o empresário foi visto pela última vez.
Depois dos procedimentos legais, o corpo foi liberado aos familiares. Ainda não há informações sobre o velório.
A localização aconteceu durante uma varredura dos militares na área afetada pelas chuvas. “Com o apoio de maquinário pesado, os bombeiros coordenavam a retirada de materiais acumulados na calha do Rio Ubá quando o corpo foi avistado. Ele estava à aproximadamente 500m de distância da ponte, sentido aeroporto. Sendo em seguida recuperado pela equipe”, informou à corporação.
Relembre o caso
Luciano e outro comerciante, Alex Lucas, conhecido como Lekão, desapareceram na mesma região, no centro de Ubá, uma das áreas mais afetadas pela enchente do dia 23 de fevereiro. Testemunhas contam que Alex tentava ajudar pessoas próximas a uma galeria do calçadão quando foi surpreendido pela força da água.
“Ele estava tentando ajudar um pessoal ali, que estava na galeria do calçadão, e a água pegou ele e ele não conseguiu voltar”, relatou o amigo Renato Pereira dos Santos.
No dia 28 de fevereiro, o corpo do empresário Alex Lucas Pinto foi encontrado debaixo da ponte do Aeroporto, em meio ao entulho acumulado em uma área de bambuzal. A identificação foi confirmada após o reconhecimento feito por meio de uma tatuagem.
A namorada de Luciano, Edna Almeida Silva, também estava no local e ainda tenta processar o que viveu. Ela ficou presa por três horas e meia abraçada a um poste para não ser arrastada pela água, após uma tentativa desesperada de salvar seus bens. “Eu já sabia que meu namorado tinha ido na enxurrada”, desabafou Edna ao relembrar o momento em que a força da inundação os separou.
O casal estava junto há seis meses. Diante da destruição de sua casa e de seu restaurante, o sentimento é de desolação total: “Não tenho casa, não tenho meu namorado, não tenho mais nada”. Ao listar as perdas deixadas pela correnteza, ela lamenta: “Meu carro e o meu namorado, e minhas duas cachorrinhas”.
Segundo a Polícia Civil, 73 pessoas morreram na Zona da Mata por causa das fortes chuvas que atingiram a região em fevereiro.
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