Minas Gerais Polícia indicia taxista por matar pai que defendeu criança autista após garoto buzinar carro

Polícia indicia taxista por matar pai que defendeu criança autista após garoto buzinar carro

Caso aconteceu em fevereiro deste ano, na Vila São João Batista, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte

Segundo as investigações, o crime foi por motivo torpe e impossibilitou a defesa da vítima

Segundo as investigações, o crime foi por motivo torpe e impossibilitou a defesa da vítima

Reprodução/ Record TV Minas

A Polícia Civil concluiu nesta terça-feira (12) o inquérito do taxista que matou o pai de uma criança autista no dia 25 de fevereiro deste ano. Segundo as investigações, o crime foi por motivo torpe e impossibilitou a defesa da vítima. Bruno Alves, de 30 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

A vítima, Cleidson Alves Campos, foi baleado várias vezes, na Vila São João Batista, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. O jardineiro estava acompanhado de amigos e um dos filhos, uma criança  autista de quatro anos.

“Ele [autor] pegou uma arma com outro vizinho e efetuou vários disparos contra a vítima, inclusive quando já estava ao solo. A vítima estava apenas defendendo o filho”, destaca a delegada Iara França.

Testemunhas contaram aos policiais que o menino brincava com a buzina de um dos veículos. O barulho incomodou o irmão do autor do crime, o que levou ao início de uma discussão e acabou na fatalidade.

O autor, Bruno Alves, se entregou à polícia no início do mês de março e disse que o desentendimento teria sido causado por uma dívida de carro. A hipótese foi descartada pela polícia.

A viúva da vítima prestou depoimento no Departamento de Investigação de Homicídios no dia 9 de março. Por orientação da polícia, para não atrapalhar as investigações, ela não deu entrevista mas contou que o marido e o suspeito se conheciam há bastante tempo, cresceram na mesma região e jogavam futebol juntos.

A PC também pediu a prisão do homem que emprestou a arma do crime. Ele é um vizinho da família e estava envolvido no momento do crime. A arma não foi localizada e as investigações ainda não conseguiram apontar se ela tinha registro. O homem, de 32 anos, está foragido. Ele também foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

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