Minas Gerais Policiais são investigados por esquema de desmatamento em MG

Policiais são investigados por esquema de desmatamento em MG

Esquema entre policiais ambientais e membros do Instituto Estadual de Florestas permitia que empresários desmatassem áreas mediante propina

  • Minas Gerais | Célio Ribeiro*, do R7

Instituto Estadual de Florestas de Passos (MG) estaria no esquema

Instituto Estadual de Florestas de Passos (MG) estaria no esquema

Reprodução / Google Street View

O Ministério Público de Minas Gerais cumpriu, nesta quinta-feira (20), 13 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares nas cidades de Cássia, Passos e Botelhos, todas na região Sul de Minas Gerais.

A Operação Mato Moiado investiga um esquema de desmatamento com a emissão de pareceres falsos, intervenções ilegais no meio ambiente e pagamento de propina.

Os alvos da investigação são policiais ambientais, incluindo o comandante do Batalhão do Meio Ambiente de Cássia, a 392 km de Belo Horizonte, além de dois consultores e o coordenador do Núcleo de Apoio Regional do IEF (Instituto Estadual de Florestas), que fica em Passos, a 352 km da capital mineira.

Investigações

De acordo com a Promotoria de Justiça, a investigação já comprovou o desmatamento de seis hectares de vegetação remanescente de Mata Atlântica e quase 1 hectare de floresta em uma área de preservação permanente. A ação teria atingido uma nascente e a mata ciliar de um rio na zona rural de Cássia. Outros casos ainda estão sendo apurados.

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De acordo com a investigação do MPMG, empresários que queriam burlar a lei ambiental procuram os policiais militares do meio ambiente, que indicavam serviços de consultoria feitos pela esposa do coordenador do IEF de Passos. Segundo o MPMG, os policiais davam a garantia de que a consultoria conseguiria facilidades para a liberação do desmatamento.

Segundo a Promotoria de Justiça, o comandante da Polícia Militar de Meio Ambiente de Cássia também pedia recursos financeiros para os empresários que ele “intermediava”. Os valores, que seriam para despesas do quartel, eram embolsados pelo agente. Após receberem a garantia dos policiais de que não haveria fiscalização, os empresários ficavam livres para causar danos ao meio ambiente da região.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar do Meio Ambiente e com o IEF e aguarda retorno.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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