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Prefeitura suspende alvarás de atividades ligadas às minas da Vale após vazamentos

Para que a administração municipal avalie a retomada das atividades, a empresa deverá apresentar uma série de documentos técnicos

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento das minas de Fábrica e de Viga da Vale.
  • A decisão foi tomada após rompimentos de estruturas que causaram risco ambiental e de inundação.
  • A mineradora deve comprovar a eliminação dos riscos e apresentar documentos técnicos para a retomada das atividades.
  • A prefeitura exigiu ações emergenciais e fortalecimento da fiscalização ambiental, incluindo doações para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre as determinações, o município exige a adoção imediata de medidas emergenciais Reprodução/RECORD Minas

A Prefeitura de Congonhas, a 75km de Belo Horizonte, determinou a suspensão imediata dos alvarás de funcionamento de atividades associadas às minas de Fábrica e de Viga, da mineradora Vale. A decisão consta em ofício emitido, nesta segunda-feira (26), e ocorre após o rompimento de estruturas nas duas minas.

Segundo o documento, os rompimentos provocaram o carreamento de água e sedimentos para cursos d’água do município, configurando um risco ambiental concreto. A prefeitura aponta possíveis impactos na qualidade da água, nos ecossistemas locais e na segurança da população.


Conforme estabelecido no ofício, algumas atividades permanecerão suspensas até que a empresa responsável comprove a eliminação ou o controle dos riscos identificados. Entre as determinações, o município exige a adoção imediata de medidas emergenciais, incluindo a limpeza das áreas afetadas e ações de mitigação ambiental.

Para que a prefeitura avalie a eventual retomada das atividades, a empresa deverá apresentar uma série de documentos técnicos. Entre eles estão um levantamento detalhado e georreferenciado de todos os sumps existentes, a caracterização geotécnica dos materiais depositados e um Estudo de Ruptura Hipotética, com modelagem das possíveis manchas de inundação. Também será exigida a Declaração de Condição de Estabilidade das estruturas e a apresentação, em até cinco dias, de um Plano Técnico de Monitoramento dos sumps.


O ofício também prevê o fortalecimento da fiscalização ambiental no município. A empresa deverá doar equipamentos à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como drones, sensores automáticos de turbidez e turbidímetro portátil, além de promover o treinamento da equipe técnica municipal. O objetivo é permitir que o poder público realize o monitoramento independente das estruturas.

A prefeitura afirma que as medidas adotadas têm como base os princípios ambientais da precaução, da prevenção e do poluidor-pagador. O documento destaca ainda que o descumprimento das determinações poderá resultar na adoção de medidas judiciais, além da comunicação do caso ao Ministério Público e a órgãos ambientais estaduais e federais.


A reportagem procurou a Vale e aguarda retorno.

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