Prestes a completar 80 anos, Conjunto da Pampulha vira tema de coleção de roupas feitas por idosas
Peças serão apresentadas em um desfile no Museu da Moda, na região central da capital mineira, no próximo dia 19
Minas Gerais|Pollyana Sales e Natália Jael, da Record TV Minas

Um dos maiores cartões-postais do Brasil, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha completa 80 anos no próximo dia 16 de maio. Em homenagem à data, idosas voluntárias dão um show de criatividade e confeccionam roupas inspiradas no ponto turístico de Belo Horizonte. As peças serão exibidas em um desfile no Museu da Moda, na região central da capital mineira, no próximo dia 19.
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As idosas fazem parte de um projeto que incetiva o protagonismo na terceira idade. Com mãos firmes e o olhar atento da professora, as peças ganham formas e cores que revelam a beleza do conjunto. Para dar sentido às homenagens de aniversário, a professora Letícia Arrighi pesquisou e trabalhou as cores da região da Pampulha nos detalhes da peça.

“A paleta de cores começa com o azul dos azulejos. Ela se esquenta com a paleta do painel de Candido Portinari de dentro da igreja e termina com as cores do jardim de Burle Marx, com a paleta que vai variar tons quentes”, detalha. “É um processo muito desafiador e muito gostoso, porque a gente trabalha o fuxico e outras técnicas manuais em sala de aula”, completa a instrutora.
As alunas fizeram uma visita ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o que ampliou o olhar para a história e os detalhes do ponto turístico.
“A gente faz com muito amor. É a nossa visão da Pampulha, valorizando mesmo o que existe ali”, conta a aposentada Dalva das Neves.
Veja mais detalhes sobre a coleção:
O Conjunto Moderno da Pampulha
O Conjunto Moderno da Pampulha foi inaugurado em 1943, na administração do então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitscheck. Ele é composto por quatro edifícios articulados em torno do espelho d’água da lagoa artificial.
Os prédios, que foram construídos entre 1942 e 1943, são: a Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Golfe Clube (Iate Tênis Clube).
Completam a obra os painéis em azulejos criados por Candido Portinari, esculturas de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa, e os jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx.
O Conjunto foi tombado em 1997 pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em 2016, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) concedeu ao espaço o título de Patrimônio Mundial, fazendo com que a Pampulha se tornasse o primeiro bem cultural a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno.














