Minas Gerais Promotora de eventos denuncia ter sido espancada pelo namorado

Promotora de eventos denuncia ter sido espancada pelo namorado

Vítima teria sido brutalmente agredida após tentar terminar relacionamento com vendedor ; polícia investiga o caso

  • Minas Gerais | Virgínia Nalon, da Record TV Minas

Uma promotora de eventos afirma ter sido agredida pelo ex-namorado em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. O desentendimento teria começado após ela sugerir o fim do relacionamento.

Mariana Alves da Silva, de 25 anos, namorava o promotor de vendas Marcus Vinícius Dias Silva, de 37, há cerca de dois anos. Ela afirma que teria decidido terminar o relacionamento por conta das constantes discussões entre o casal, e aproveitou um convite dele para falar sobre o assunto.

— Ele me chamou pra dormir na casa dele e, no caminho, começamos a discutir. Em certo momento eu pedi para descer do carro. Ele parou o veículo e começou a vir atrás de mim.

A discussão, iniciada dentro do carro, continuou no meio da rua. A jovem alega ter dito ao homem que a relação estava terminada. O suspeito teria insistido bastante e, diante das recusas da mulher, teria decidido agredi-la.

— Ele insistiu para eu entrar no carro. Quando ele viu que eu não ia voltar, começou a me esmurrar. Eu gritava e pedia para ele parar, mas não adiantou. Acho que só Deus que ia parar ele.

Antes de fugir, o suspeito ainda teria ameaçado a vítima, dizendo que se ela chamasse a Polícia Militar, ele voltaria para matar ela e, na sequência, tiraria a própria vida.

A vítima foi socorrida por militares, que a levaram para uma Upa (Unidade de Pronto Atendimento). Mariana levou quatro pontos no olho e três na boca. Os profissionais que a atenderam no local teriam ficado assustados com a violência sofrida pela mulher.

Mulher procurou a imprensa para "alertar" vítimas

Mulher procurou a imprensa para "alertar" vítimas

Reprodução / Record TV Minas

Mariana registrou um boletim de ocorrência e afirma que vai pedir à Justiça uma medida protetiva. A Polícia Militar foi até a casa do suspeito, mas ele não foi encontrado. A vítima teme que o suspeito a procure novamente e afirma ter procurado a imprensa para alertar outras mulheres.

— Eu tenho medo. Não dá para confiar em ninguém, ainda mais depois disso. Quem faz isso pode fazer coisa pior. Eu estava com muita vergonha de falar, mas quem tem que ter vergonha é ele. Eu quero que ele pague por isso, pois ninguém vai devolver a minha dignidade.

Em nota, a Polícia Civil informou que foi aberto um inquérito para apurar o caso. A vítima já foi ouvida e o suspeito será intimado para prestar declarações. Segundo o órgão, a Justiça tem até 48 horas para se posicionar em relação ao pedido de medida protetiva.

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