Logo R7.com
RecordPlus

´Quero respostas`: família denuncia morte de mulher que estava com larvas em CTI de hospital

O corpo de Lilian Batista Gomes, de 39 anos, será velado nesta terça-feira (27), em BH; hospital apura caso

Minas Gerais|Gisele Ramos, da RECORD Minas

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Família denuncia morte de Lilian Batista Gomes, de 39 anos, após encontrar larvas em seu corpo no CTI do Hospital Odilon Behrens, em BH.
  • O velório de Lilian será realizado no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, nesta terça-feira (27).
  • A sobrinha Isabela Cristina Batista fez um vídeo mostrando larvas saindo da boca e nariz da paciente e registrou boletim de ocorrência.
  • A família contratou uma advogada para investigar as responsabilidades e possíveis falhas no atendimento médico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A vítima estava internada na unidade, em coma induzido, tratando de uma pneumonia Reprodução/RECORD Minas

O corpo de Lilian Batista Gomes, de 39 anos, que morreu no CTI do Hospital Odilon Behrens, em BH, nesta segunda-feira (26), será velado durante a tarde desta terça-feira (27), no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, Região Metropolitana de BH. A vítima estava internada no CTI do Hospital Odilon Behrens, em coma induzido, tratando de uma pneumonia e foi flagrada pela família com larvas no rosto. O velório de Lilian está previsto para iniciar 12h30 e o enterro deve ocorrer às 16h30.

Durante uma visita dos familiares, a sobrinha de Lilian, Isabela Cristina Batista, percebeu que larvas saíam da boca e do nariz da mulher. Um dia depois, a paciente faleceu. Isabela denuncia o caso: “Eu quero resposta de tudo isso que aconteceu”.


Isabela fez um flagrante com o celular. Nas imagens, larvas vivas andam pela boca e pelo nariz da mulher, que está em coma no CTI: “quando eu levantei o acesso dela, debaixo da máscara, estava cheio de larvas”, conta a sobrinha.

Isabela denuncia que pediu ajuda a enfermeiros e médicos, mas ninguém soube explicar o que tinha acontecido: “Uma enfermeira olhou pra minha cara e falou que não era responsável por ela, que estava ali para cobrir o horário de almoço”. Um médico teria chegado até a sobrinha da vítima e pedido perdão pelo ocorrido. Isabela denuncia que faltou procedimentos por parte do hospital: “se tivesse fazendo a higiene dela nos horários certos, eles teriam visto”.


Isabela chamou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. O atestado de óbito diz que a causa da morte foi choque séptico, que aconteceu depois de uma crise convulsiva causada por um quadro de epilepsia. A família contratou uma advogada pra ir em busca de justiça. A advogada, Tereza Grossi, comenta que estava ocorrendo evolução do quadro dela, mas, depois do flagrante das larvas, familiares não puderam mais ver a vítima: “quem foram os responsáveis? As larvas foram o motivo do óbito?”

O hospital divulgou uma nota, lamentando o ocorrido e informando que o caso está sendo apurado em processo interno. Em nota, a unidade informou que “considera este um caso pontual e reitera que a ala adulta do centro de terapia intensiva está em boas condições: é arejado, limpo e conta com equipes capacitadas.” O hospital informou ainda que segue todos os protocolos assistenciais e que está à disposição dos órgãos competentes e da família para os devidos esclarecimentos.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.