Minas Gerais Rainha da Maisena: jovem com doença rara consome 20 kg de amido por mês para sobreviver

Rainha da Maisena: jovem com doença rara consome 20 kg de amido por mês para sobreviver

Patologia pode afetar o fígado e a musculatura devido a uma deficiência na produção de energia no organismo

Letícia Ramos criou perfil em rede social para tirar dúvidas sobre a doença

Letícia Ramos criou perfil em rede social para tirar dúvidas sobre a doença

Reprodução / Record TV Minas

Uma musicista de Uberaba, no Triângulo Mineiro, precisa consumir quase 20 kg de amido de milho por mês devido a uma doença genética rara que ela enfrenta. O hábito alimentar rendeu a ela o nome artístico de "Rainha da Maisena".

Letícia Ramos, de 30 anos, tem glicogenose. O médico Caio Robledo Quaio explica que a patologia compromete o funcionamento da musculatura e do fígado, já que o organismo apresenta dificuldades para produzir energia.

"Nós absorvemos a glicose na alimentação. Esse armazenamento acontece no fígado. Quando se tem glicogenose, ocorre uma incapacidade de quebrar o glicogênio para liberar as glicoses para o sangue e manter as funções do organismo. Então nestes indivíduos ocorre a hipoglicemia e o açúcar do organismo cai", explica o especialista.

Neste caso, o amido de milho surge como uma saída para aumentar as taxas de açúcar no organismo. A solução ajuda o fígado a não ficar sobrecarregado. Letícia precisa tomar três colheres do produto diluído em água de três em três horas.

Na infância e na adolescência, ela confessa que tinha vergonha do quadro e se escondia no banheiro da escola para ingerir a solução. Atualmente a jovem superou a barreira e criou um perfil em uma rede social para ajudar outros pacientes com a doença rara, onde ganhou o apelido de rainha. Com vídeos engraçados e explicativos, ela compartilha a rotina e desmistifica questões relacionadas à patologia.

"O que mais me comove são as mães de filhos que têm a doença. Elas me agradecem por ajudar na divulgação de informações que servem até para enfermeiras que não conhecem bem. Tenho a sensação de dever cumprido", diz a musicista.

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